Técnica da Educação realça maqueta como recurso de ensino multidimensional

A dirigente desafia os professores do ensino primário a desenvolverem e incentivarem habilidades ou talentos de projecção e construção de planos da escola ou do bairro do alunos por via de papel, cartão, folhas de árvore, restos de plástico, madeira, areia e tinta e a promoverem a apresentação livre dessas maquetas feitas por alunos

A responsável da formação contínua dos docentes das escolas primárias, Ivone Augusto, realçou, na última semana de Outubro, sobre as facilidades que uma maquete pode proporcionar ao processo de ensino e aprendizagem, ao ponto de detalhar que, pelo facto de ser construído teoricamente pelo aluno, ele assume mais vontade de se debruçar sobre o plano por si apresentado.

“A maqueta é um recurso de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do meio e outras áreas do saber. Mas, como aqui os objectivos estão direccionados para as duas primeiras disciplinas, foram destacadas, com realce, as referidas cadeiras, utilizando- se este meio da comunidade como verdadeira exposição para suscitar a aquisição de capacidades e habilidades de narração e descrição do que se vê”, disse a técnica do Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação(INFOQE).

Ivone Augusto, que desenvolve as funções por si evocadas, no âmbito do Projecto Aprendizagem para Todos, acrescentou que, num retrato do género, são observadas infra-estruturas de uma localidade, com o movimento habitual de pessoas, veiículos e animais, por exemplo, além de ser retratada a disposição do ambiente com o rigor de posicionamento do mar, rio, de montanhas e árvores, que devem suscitar a exposição do que se vê na maquete, desenvolvendo, desta forma, a expressão oral ou mesmo escrita, se recomendada.

O traçado da estrada, sua pintura, adornos e medidas, rapidamente nos traduzem saberes ou competências das disciplinas de Matemática e Educação Manual e Plástica ou Educação Visual e Plástica, sendo que estas últimas, taxativamente representadas pelo produto final da própria exposição, soube O PAÍS da sua entrevistada, que vê a Ciência da Natureza ou Estudo do Meio enquadrados no ambiente representado no plano, que não deixa de traduzir traços de Geografia, que, sob consequência, cobram argumentos históricos “Então, por via de uma maqueta de um bairro, pode-se ensinar e aprender com muito sucesso”, reafirmou, enquanto apontava com o dedo em riste para uma obra do género feita por representantes provinciais das Zonas de Influência Pedagógica (ZIP), que, no fim de Outubro, estavam a frequentar a formação de formadores numa unidade hoteleira de Luanda.

Reconhecendo, finalmente, que as disciplinas referentes à Educação Manual ou Visual e Plástica são pouco desenvolvidas por professores primários, alegadamente por falta de subsídios, Ivone Augusto recomendou aos que considerou de seus colegas para explorarem as potencialidades das crianças que, segundo ela, já exercitam essas produções em casa, na rua, esboçando casas, pessoas, animais, carros, árvores e outros componentes da natureza, com argila, frascos plásticos, de papel, madeira, na areia ou noutros espaços, como na folha, por via do desenho livre.

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