A nossa riqueza maior

O director do Instituto de Pesquisa Egípcio das Águas, Abbas Charaki, afirmou, no Cairo, no início desta semana, que a gestão dos recursos hídricos continua a ser um grande desafio para África.

E acrescentou que 40 milhões de pessoas nascem a cada ano no continente, que detém apenas nove por cento da água doce existente no mundo. No meio desta pobreza hídrica, nós, angolanos, vivemos num verdadeiro oásis. Mas nem parece. Tal como o diamante, o ouro e outras riquezas do nosso solo, nós também temos a água como um bem de difícil acesso, uma raridade. Não a temos nas nossas casas para consumo diário doméstico, não a temos nos para a agricultura.

Mas temos uma das maiores bacias hídricas do continente e do mundo. Vivemos sobre água, aqui chove, mas temos gente a morrer de sede, temos campos a produzir quase nada. O nosso problema com a água é o desperdício, e também alguma incapacidade intelectual, deve-se admitir.

Não bebemos e nem comemos diamante ou ouro, nem petróleo, mas a água é um bem absolutamente vital, e temo-la em abundância, é a nossa maior riqueza.

O mundo poderá viver guerras por causa da água, já há conflitos por causa da água, mas nós, parece que ainda não percebemos que vivemos mesmo sobre a fonte de vida e temos taxas assustadoras de mortes, ou por falta de água, ou por consumo ou convívio com água imprópria.

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