País conta com lista de sítios naturais para incluir no património mundial

O Ministério do Ambiente identificou cinco sítios naturais do país e submeteu à Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), no sentido de proceder à sua inclusão na lista do património mundial, revelou ontem, em Luanda, o director nacional da biodiversidade, Nascimento António

O Ministério do Ambiente, como órgão do Executivo responsável pela elaboração das políticas de conservação da natureza e de gestão sustentável de recursos naturais, no âmbito da implementação da convenção sobre o património natural mundial, identificou alguns sítios naturais do país que pretende submeter à UNESCO para a sua inclusão na lista do património mundial.

O director nacional da biodiversidade do Ministério do Ambiente, Nascimento António, disse que a sua instituição começou o processo de inscrição dos sítios considerados património Nacional que apresentam características universais e potencialmente podem também ser considerados como “património da UNESCO ou mundial”.

Já existe uma lista proposta, escolhida em função dos critérios da UNESCO, e entre as sete maravilhas de Angola foram escolhidas cinco, designadamente o Parque Nacional de Cangandala, que é habitat natural da Palanca Negra Gigante (por ser um animal ameaçado de extinção características de um património mundial, tendo em conta que só existe em Angola).

Consta também o Parque Nacional do Iona, por albergar o deserto mais antigo e com uma planta rara, a Welwittscia Mirabilis, bem como a Lagoa do Arco, também no Namibe, com particularidades naturais; o Parque Nacional de Luengue-Luiana, que está a montante do delta do Okavango no Botswana, milésimo lugar da UNESCO.

Segundo Nascimento António, o Governo vai submeter uma lista à UNESCO e, a posteriori, a organização vai mobilizar os seus técnicos para avaliar cada sítio.

Se um destes lugares vier a ser considerado património mundial, trará grandes vantagens para o país, tendo em conta que vai atrair mais turistas internacionais.

“A selecção de sítios obedece a vários critérios, porque depois de inscritos serão comparados a outros lugares de diferentes países já escritos, razão pela qual escolhemos apenas cinco. Assim como a selecção das maravilhas de Angola, que inicialmente eram 23 e depois da selecção ficaram apenas sete”, esclareceu Nascimento António. Por seu turno, o consultor do gabinete da ministra do ambiente, Soki Kuedikuenda, que falava em representação da titular da pasta no seminário sobre o património mundial natural e as metas do Aichi 2020, disse que o país detém um património natural rico, constituído por uma fauna e flora com variadíssimas espécies.

Sítios e áreas naturais de extraordinário valor universal, excepcional do ponto de vista estético, científico, conservação ou ainda da beleza natural, fazem parte do nosso país. As sete maravilhas de Angola, escolhidas pelo povo angolano, estão nesta categoria. Angola é signatária da Convenção sobre o Património Mundial desde 1992, mas nunca apresentou um sítio para ser incluído na lista do Património Natural Mundial.

A inclusão de um sítio nesta lista apresenta vantagens como ser conhecido a nível internacional e poder beneficiar de um programa de apoio à preservação do património mundial da UNESCO.

Entretanto, a Organização Mundial do Turismo indica que 70% dos turistas visitam sítios de património mundial de cada país, favorecendo assim os indicadores económicos de um país.

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