Polícia morto a tentar salvar passageiros é sepultado hoje

“começa-se já a sentir a ausência do nosso saudoso Inspector, Zeferino Barroso António. Um conselheiro, companheiro de bons e maus momentos na luta pela ordem e tranquilidade pública”, afirma o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, num documento a que OPAÍS teve acesso

Os restos mortais do inspector da Polícia Nacional (PN), Zeferino António, de 39 anos, assassinado por um grupo de seis marginais ao abortar uma tentativa de assalto, por volta das 21horas de Terça-feira, na Avenida Fidel de Castro, vão ser sepultados hoje no cemitério da Santa Ana, em Luanda.

Durante as exéquias, cujo velório decorrerá no espaço da PN reservado para actos do género, nas imediações da Tourada, o malogrado será graduado, a título póstumo, ao grau de inspector-chefe. A sua partida prematura está a ser encarada, a nível do Ministério do Interior, em particular da PN, como uma perda assinalável por ter sido “um dos seus valorosos quadros, um trabalhador incansável e sempre pronto a cumprir as mais variadas e difíceis tarefas”. De acordo com a corporação, o malogrado notabilizou-se no cumprimento das tarefas da manutenção da ordem e tranquilidade pública. “Era uma pessoa de trato fácil, conhecedor do trabalho e de um perfil moral aceitável”, lê-se na nota.

“Muitos foram os colegas que solicitavam os seus préstimos laborais e outros, até populares que encontravam nele muita compreensão e sabedoria. Era de uma característica e personalidade que se pode traduzir num modelo de exemplo para os que ficam”, diz a Polícia. Diversos membros da corporação, entre oficiais superiores e agentes, vão render-se à sua memória hoje, diante da urna, na presença da viúva, dos seus filhos, dos demais familiares e amigos, que terão de aprender a lidar, para sempre, com a sua ausência permanente.

“Este é de facto o momento muito doloroso para todos nos colegas, amigos e familiares, pois acontece numa altura em que o Comando Provincial da Policia Nacional, em particular o Comando Municipal do Talatona, encontra-se numa fase de reorganização dos seus quadros, para elevar a capacidade operacional”.

A barbaridade no interior de táxi

Durante a ocorrência registouse ainda a morte de dois supostos marginais, incluindo o condutor da viatura de marca Toyota Hiace, vulgo quadradinho, na qual os marginais simulavam fazer serviço de táxi.

Foi justamente no interior desse automóvel, roubado, onde os marginais, que se faziam passar por passageiros, anunciaram o assalto com o objectivo de se apoderarem dos bens materiais dos demais utentes do veículo.

No entanto, não imaginavam que entre as potenciais vítimas, que amedrontavam com arma de fogo, estava um oficial da Polícia Nacional, trajado a civil.

 

error: Content is protected !!