“Revús” reúnem assinaturas para pressionar exoneração do director hospital do lobito

o auto-denominado Movimento Revolucionário começou desde Segunda-feira, 04, a recolher 500 assinaturas para entregá-las ao director do Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, como forma de pressionar a exoneração do director do hospital regional de Lobito, Luís Varandas, pelo governador provincial de Benguela “

O auto-denominado Movimento Revolucionário acusa o director de insensível, argumentando que, antes do incidente de Segundafeira, sempre que os pacientes acorressem ao hospital se confrontavam com a problemática da falta de medicamentos e materiais gastáveis, obrigando-os, muitas vezes, a recorrer a farmácias externas.

Segundo sustentam, o incidente, para todos efeitos, veio destapar um véu que o director daquela unidade sanitária insistia mantêlo fechado a todo custo, não fosse o incêndio, que deflagrou a farmácia daquela unidade sanitária, passar-lhe aquilo a que os “revús” chamam de certificado de “incompetência”.

“O que mais nos aflige é saber que a maioria dos doentes não tinha medicamentos. Às pessoas eram passadas receitas para ir comprar medicamentos a farmácias (externas), por alegada falta”, explica Eduardo Ngumbe, para quem, quando houvesse medicamentos, os preços dos mesmos ficavam muito aquém das condições da população que acorre ao hospital.

Daí que o auto-denominado Movimento Revolucionário pretenda entregar assinaturas a quem de direito, no sentido de afastar Luís Varandas do cargo de director do Hospital Regional do Lobito. “Para influenciarmos a exoneração dele. Em países normais, ele teria se demitido”, disse Eduardo Ngumbe, para logo a seguir acusá-lo de arrogante.

Garantia de medicamentos Logo após o incidente de Segunda-feira, a direcção do hospital garantira que, contrariamente ao que se veiculava, os pacientes não se confrontavam com problemas de medicamentos. Em entrevista à rádio Lobito, subscreveram a posição dos “revús” em relação à falta de medicamentos.

De acordo com a senhora Olga Patrícia Pinto, muitas vezes, com subscrição médica nas mãos anda pela farmácia e não encontra os medicamentos e materiais gastáveis de que precise para o seu ente-querido ser atendido, surpreendendo-se com a quantidade de fármacos destruídos.

“O hospital tem medicamento, mas nos mandam comprar fora da farmácia”, reclama. Já Elisa Soares, insatisfeita, questionava a direcção de Varandas por que razão os medicamentos nunca chegavam a seus familiares doentes, muitos dos quais internados.

Entretanto, em entrevista a O PAÍS, o director Luís Varandas assegurava o abastecimento de medicamentos por via de farmácias as quais chamou de “alternativas” que foram criadas tão logo o fogo destruidor devastou a farmácia, queimando mais de 90 milhões de kwanzas em medicamentos e materiais gastáveis.

Terça-feira, 05, as chamadas farmácias alternativas viram o seu stock reforçado, com a entrega de 26 toneladas de medicamentos pela ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, que, em declarações à imprensa, lamentou o sucedido, a julgar pelo facto de aquela farmácia servir, além do Lobito, a província.

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