Ministra Estado enaltece qualidade da produção artística nacional

A governante admitiu que o produto cultural angolano ganha cada vez mais espaço no mercado internacional, fruto do empenho e dedicação dos artistas, que tudo têm feito em prol do enaltecimento de Angola

Empresários que ganharam concursos de empreitada de honrar com os pagamentos”, constata a mesma fonte. Lamentações reforçadas por José Marques, outro empresário da Huíla, que, a exemplo do primeiro, pediu para não ser identificado pelo próprio nome. “Os contratos devem ser revistos porque o PIIM pode ser mesmo um descalabro”, acrescenta.

“É um programa que começa mal”, evidencia Fernando Miguel, também seleccionado para execução do PIIM. Alertando que “o programa arrancou mas ainda ninguém, dentre os empresários, recebeu um tostão”, disse Miguel que também duvida que “as coisas venham a dar certo”. “O Kwanza perde valor a cada dia e muito do material de que precisamos para as obras terá de ser importado. Acha que isso é comportável?”, interroga-se, por sua vez, Roque Silva, do Cuanza- Sul, também “bafejado pela sorte” de ser enquadrado nas obras do PIIM. Este empreiteiro vai mais longe, receando que “esse programa, da forma como está a ser levado a cabo, pode ser só mais uma forma encontrada para roubar dinheiros públicos”.

Sem retorno

Entretanto, fonte do Ministério das Finanças (Minfin) confrontada com estas inquietações dos empresários, avançou a “OPAÍS” que “eles têm razão”, assegurando que “à luz das orientações do Executivo, o PIIM não tem retorno”. A ministra do Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, enalteceu, na noite desta Sexta-feira, a qualidade da produção artística dos criadores angolanos e o seu contributo na afirmação do país no contexto das nações Carolina Cerqueira, que falava na gala de entrega de troféus aos laureados do Prémio Nacional de Cultura e Artes, edição 2019, afirmou que o produto cultural angolano ganha cada vez mais espaço no mercado internacional, fruto do empenho e dedicação dos artistas, que tudo têm feito em prol do enaltecimento de Angola.

De acordo com a governante, que fez referência ao papel desempenhado pelos laureados de 2019, o contributo na valorização, divulgação e preservação da identidade cultural angolana tem sido uma mais-valia para a marca Angola. Relativamente ao sector cinematográfico nacional, a ministra aproveitou a oportunidade para lançar um repto para a necessidade de se olhar para a possibilidade de se projectarem as bases para a constituição de uma indústria do cinema nacional com produção própria, que não dependa de subsídios públicos. Adiantou que este segmento cultural é de capital importância porque aglutina vários saberes e profissões, designadamente as dos escritores, dos músicos e criam muitos, novos e bem renumerados empregos, além de serem empreendimentos interessantes onde se podem aplicar poupanças e mais-valias dos investidores nacionais e estrangeiros.

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