O editorial:Papel com foto

Segundo dados anunciados pelo ministro da Justiça, na inauguração do novo centro emissor de bilhetes de identidade, podemos deduzir que em poucos anos, talvez até 2022, a esmagadora maioria, para não dizer todos os cidadãos angolanos, terá o seu respectivo bilhete de identidade e a sua cidadania atestada e defendida no papel. Tem de ser, os angolanos deverão cobrar, sobretudo depois de o ministro ter referido que nos últimos anos se gastaram dois mil milhões de dólares em soluções tecnológicas que deram em nada. Ou seja, este novo gasto é mesmo para valer, tem de valer, não se pode imaginar que venha a ser como os anteriores, ou que o ministro os tenha referido apenas levado pela moda de se reprovar tudo o que foi feito antes de 2017. Sim, pelo potencial de produção apontado, até 2022, marque-se, acaba-se com os angolanos sem cidadania no seu próprio país.

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