Povoação de Sacassange testa produção de Arroz

A campanha agrícola 2019/2020 na província do Moxico foi aberta ontem, com o teste de produção de arroz, no perímetro irrigado da localidade do Sacassange, a 15 quilómetros a sul da cidade do Luena

No acto, o director do gabinete provincial da Agricultura e Pesca, António da Silva, disse que para esta fase experimental, enquadrada no projecto “JIKA”, financiado pelo governo do Japão foram preparados cinco hectares para cultivo. Para a produção do cereal foram seleccionadas três associações de camponeses do município sede (Moxico), nomeadamente Bem do Povo, Tcheke e Sacassange. O também engenheiro agrário explicou que se houver bons indicadores de rendimento e adaptabilidade, o sector irá disseminar a cultura de arroz em todos os municípios desta província.

O responsável indicou que o processo da verificação de produção de arroz terá o acompanhamento e assistência técnica do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA). Fez saber, por outro lado, que o sector já adquiriu uma descascadora de arroz que foi atribuída a um agricultor do município da Cameia, para apoiar no descasque do produto a colher. Com uma extensão de 16 quilómetros, correspondendo a mil e 160 hectares, o perímetro irrigado do Sacassange, bem aproveitado pode produzir diversos produtos agrícolas para combater a fome na região, admitiu o director da Agricultura. Para o presente ano agrícola (2019/2020), no Moxico, foram preparados 136 mil e 543 hectares de terra, menos 11mil e 442 hectares em comparação com a época agrícola anterior, prevendo uma produção de um milhão, 46 mil e 222 toneladas de produtos diversos.

Caso haja condições naturais, o sector estima uma colheita de mais de um milhão e 500 mil toneladas de produtos diversos com destaque para a mandioca, por representar 40 por cento de área cultivada pelas famílias camponesas. Cento e 51 mil e 714 famílias camponesas organizadas em 120 associações, seis cooperativas, 575 pequenos produtores e mais de 59 empresas modernas estão envolvidas na presente campanha agrícola, para produzir a mandioca, feijão, legumes, cereais, amendoim, entre outros alimentos. António da Silva disse que os agricultores contam com o apoio das administrações municipais e do IDA na implementação de várias acções, inseridas no programa do governo, que visa o combate à fome e à pobreza, prevendo assistir cerca de 39 mil e 800 famílias.

Para o êxito da produção projectada, acrescentou, a província foi contemplada com 60 toneladas de fertilizantes NPK, 20 de sulfato de amónio, 400 enxadas, 50 catanas, 225 machados, mil 476 pás, 200 limas, bem como prevê ainda receber cinco toneladas de sementes de feijão, 80 de arroz, 24 de massango e 19 de massambala. Explicou que, devido à estiagem que assolou a província, sobretudo nos municípios dos Bundas e Lutchazes, os resultados da campanha agrícola anterior, não atingiram os níveis desejados, provocando a exposição de mais de 8 mil famílias ao risco de insegurança alimentar. Testemunhou a abertura da campanha agrícola 2019/2020, o vice-governador provincial para o sector Político, Económico e Social, Carlos Alberto Masseca.

error: Content is protected !!