Investimento directo estrangeiro em Africa sobe para USd 46 mil milhões em 2019

Os fluxos do investimento directo estrangeiro (IDE) para o continente africano aumentaram em 11%, correspondendo ao equivalente a 46 mil milhões de dólares em 2019, apesar do baixo rendimento registado em muitos países beneficiários.

Os dados estão expressos no Relatório Mundial de Investimentos da ONU, deste ano, um aumento que é descrito como tendo sido impulsionado pelos rendimentos do sector de recursos naturais, investimentos diversificados e a revitalização da África do Sul após vários anos de baixos rendimentos. Na África do Sul, os rendimentos do IDE, que foram baixos por vários anos, cresceram significativamente.

Por outro lado, baixaram em alguns dos outros principais países beneficiários, nomeadamente a Nigéria, o Egipto e a Etiópia.

Esses dados foram divulgados na Sexta-feira, no Cairo, pelo economista egípcio, Cherif Khoreibi, durante uma palestra sobre o papel da economia digital no desenvolvimento dos países africanos, destinado a jornalistas africanos.

De acordo com o especialista, alguns países, como o Quénia, o Marrocos e a Tunísia, tiveram um aumento significativo por meio de investimentos diversificados.

Nos países da África do Norte, adiantou que os rendimentos do IDE aumentaram 7%, estimados em 14 mil milhões de dólares.

O IDE na África Ocidental baixou em 15%, equivalente a 9,6 mil milhões de dólares, o nível mais baixo desde 2006, devido ao forte baixo rendimento na Nigéria pelo segundo ano consecutivo.

Os fluxos do IDE para a África Oriental permaneceram praticamente inalterados em 9 mil milhões de dólares, apesar do baixo rendimento de 18% registado na Etiópia, estimado em 3,3 mil milhões de dólares.

Os fluxos do IDE para a África Central permaneceram estáveis em 8,8 mil milhões de dólares. A República do Congo registou rendimentos de 4,3 mil milhões de dólares por intermédio da exploração e produção de petróleo.

Na África Austral, os fluxos do IDE recuperaram acentuadamente de 0,9 para 4,2 mil milhões de dólares, principalmente devido à recuperação na África do Sul, onde os sectores de automóveis e de energia renovável aumentaram os seus rendimentos de 2 mil milhões para 5,3 mil milhões de dólares.

No continente africano, o Egipto permanece o maior beneficiário do IDE em 2018, embora os rendimentos tenham caído em 8%, equivalentes a 6,8 mil milhões de dólares americanos.

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