“Incapacida financeira afasta UNITA do poder em Angola”, diz Numa

O candidato à presidência da UNITA entende que, em 2017, o seu partido só não venceu as eleições gerais devido àquilo a que chamou de ‘falta de força’. Abílio Kamalata Numa revela que os mais de Kz um bilião que a UNITA recebe anualmente do OGE não a conferem auto-suficiência financeira

De acordo com o político, que apelou recentemente, em Benguela, ao voto dos delegados da província ao XIII Congresso, este assunto já terá sido objecto de análise profunda num dos congressos, presidido pelo líder-fundador Jonas Savimbi, na década de 1990, que, na altura, instava os seus correliogionários a reflectirem seriamente sobre ‘qual era efectivamente a força da UNITA’ da qual, do ponto de vista de Savimbi, dependeria a vitalidade do maior partido da Oposição angolana. “Naquela altura, já o Dr. Savimbi nos perguntava: ‘onde está a força da UNITA?’.

Ele dizia que a força ‘não eram as FALA’’, referiu. Mais adiante questionou aquilo a que chamou de “inconcebível”: “Como é que, nas eleições de 2017, a CASA-CE estava mais avançada do que a UNITA em termos de material de propaganda?”

O indivíduo que vier a ocupar o cadeirão máximo da UNITA, na perspectiva do candidato, terá de ser capaz de definir estratégias que visem conferir auto-suficiência financeira ao partido. Segundo Abílio Kamalata Numa, se a UNITA quiser chegar ao poder em Angola, terá de, obrigatoriamente, munirse de “forças” suficientes para fazer frente a um MPLA “poderoso”, financeiramente falando, na medida em que dispõe de vários recursos.

“Porque tem bancos e outras empresas”, considera, asseverando que o dinheiro é um dos condimentos da política. Segundo Kamalata Numa, para quem a empresa de extracção de diamantes é bastante “improdutiva”, os militantes têm uma quota de responsabilidade neste domínio, sustentando que os partidos se valem pelos seus, pelo que os aconselha a apostarem no agro-negócio. “Se uma mamã tiver um negócio, ela vai conseguir pagar mil kz de quota, por exemplo.

Assim o partido cresce”, realça. Entretanto, como quem quisesse dizer aos delegados que é a pessoa ideal para substituir Samakuva na liderança do partido, Numa adverte que nem todo o mundo que se candidata para um cargo consegue cumprir 70 por cento do que promete aos eleitores, daí que apelasse aos militantes que “mais do que os programas que cada um dos 5 candidatos apresenta, olhassem para a pessoa do mesmo”, terminou.

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