Mulheres prendadas de quatro províncias expõem produtos

As mulheres de Benguela, Bengo, Cabinda e Luanda formadas pelo projeto Mulheres em Acção, desenvolvido pela organização não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), vão expor os seus produtos manufacturados na capital do país entre 5 e 7 de Dezembro, revelou ontem, a OPAÍS, a sua coordenadora, Laurinda Joaquim

O projecto ministra gratuitamente cursos de artes e ofícios, além de munir as participantes, durante seis meses, de noções básicas e práticas de empreendedorismo e habilidades para a vida. Até ao momento já formou mais de 500 mulheres, de acordo com a sua coordenadora, Laurinda Joaquim.

O certame estará aberto nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro. Os preparativos decorrem em bom ritmo, sendo que, por agora, a maior preocupação é o local onde será realizada a actividade, podendo vir a ser o mercado do Asa Branca. Sem avançar o número exacto das feirantes, a direcção aguarda uma cifra considerável, sendo que vai juntar todas as formadas das quatro províncias em que está inserido o programa. No local, os visitantes encontrarão diferentes artigos manufacturados.

Stela Cambamba Segundo a coordenadora, do projecto, Laurinda Joaquim, entre os convidados ao evento está o Fundo de Apoio Social (FAS), instituição afecta ao Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado. Entretanto, a feira tem como objectivo principal promover os serviços desenvolvidos por mulheres, no sentido de aumentar a clientela, obter mais oportunidades de empregos e comerciais. “Outro objectivo também é a obtenção de espaços para venderem os seus produtos”.

A falta de espaços permanentes para o efeito aflige as participantes do projeto Mulheres em Acção, uma vez que actualmente limitam-se a participar nas feiras que decorrem nas suas províncias.

“As mulheres que vão participar, na sua maioria, já terminaram a formação, todavia, ainda assim estão a ser acompanhadas. Há também outras que estão em formação”. Sem avançar números, a coordenadora Laurinda Joaquim frisou, que muitas mulheres que beneficiaram da formação conseguiram montar o seu próprio negócio, algumas foram indicadas a trabalhar numa alfaiataria e outras formaram parcerias entre elas.

Em jeito de balanço provisório, Laurinda Joaquim afirmou que este ano registaram um aumento na participação das mulheres, bem como o seu interesse. Algumas das interessadas, mesmo não sabendo ler e escrever almejam fazer a formação, pelo que foram encaminhadas para alfabetização e já estão inseridas no projecto. Além da formação técnica, nas formações são abordadas diversos assuntos ligados à saúde reprodutiva, VIH/SIDA, malária e outras doenças sexualmente transmissíveis.

As participantes, no que concerne as habilidades de vida, apreendem ainda como fazer sabão. Para além de seis meses de formação, as mulheres ficam mais seis meses no centro em “período de incubação”, depois disso somente aquelas que não conseguirem emprego permanecem na instituição com as suas matérias-primas, produzindo os seus produtos para comercializar, usando o equipamento do centro.

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