O paraíso outra vez

É mesmo assim, aqui em Angola a nossa felicidade é decretada, já o vimos no passado e está-se a desenhar novo decreto, pelos vistos. Os pronunciamentos feitos ontem, por ocasião do Dia da Independência, por muitos políticos e diplomatas, indicam que não se quer aprender. Ponto.

Ora porque a percepção que o mundo tem de Angola é positiva, ora porque temos de exaltar os ganhos da Independência, ora porque isto e aquilo. É tudo verdade, mas uma ladainha já sem sabor. Se a percepção externa fosse boa teríamos filas de aviões a querer aterrara aqui carregados de potenciais investidores.

Os ganhos da Independência, para as novas gerações, é preciso contabilizar bem. Os novos nasceram num país Independente, se é preciso que aprendam a história, é impossível que retenham na pele o que passaram os seus pais e avós. Eles querem desenvolvimento social e económico, é o ganho que se lhes deve e que, sim, vai melhorar a percepção externa sobre o país.

E a interna também, para que nuca mais se ouça de um jovem expressões como: “isto nunca vai mudar”. Há que mudar o sentido do discurso, fazer-se contas do “feito e não feito” da Independência na vida de cada um, traçar um rumo, trabalhar e mostrar que o paraíso é possível. Não no discurso, mas com trabalho.

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