Angola poupa mais de USd 117 milhões nas importações este ano

O Ministério da Economia formou 300 empresários em matérias de plano de negócios e estratégia de valorização da produção nacional

As importações dos produtos da cesta básica caíram substancialmente no ultimo trimestre deste ano para metade em relação ao ano anterior. Segundo dados publicados pelo Governo, no primeiro semestre deste ano, foram gastos USD 59 milhões com a importação de 125 mil toneladas contra os USD 234 milhões com a importação de 221 mil toneladas do ano de 2018.

O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, reiterou o dado quando falava à margem da abertura do ciclo de formação, virado para as pequenas e médias empresas nacionais. Informou que não obstante as alterações cambiais e a actual conjuntura económica que o país enfrenta, “existem excelentes indicadores dos níveis de produção nacional, embora não seja ainda a cifra almejada.” Por isso, aquele dirigente exortou os empresários, no sentido de apostarem fortemente na transição de uma economia, virada essencialmente para a importação, para a economia mais virada para a produção nacional e exportação.

Quanto à desvalorização da moeda nacional, entende ser uma oportunidade para o país ganhar vantagens competitivas, uma vez que os produtos e a mão-de-obra nacionais são agora mais baratos em comparação com o mercado internacional. “Nas localidades do interior assiste-se a uma oferta considerável da produção nacional”, disse Santos, tendo lamentado a importação de produtos produzidos no país, como por exemplo o sal e a mandioca, citando apenas estes.

Desafios da valorização da produção nacional

O dirigente reconheceu que uma das maiores “dificuldades” atinentes à valorização da produção nacional até há bem pouco tempo, tinha que ver com preços baixos da importação. Hoje, acrescentou, com a taxa de câmbio mais real, o desequilíbrio, em relação ao processo da produção nacional e aquela que era importada, faz toda a diferença. Sobre a cadeia de valores, uma das insuficiências com maior destaque para o circuito de comercialização do campo para a cidade, o escoamento, e conservação após colheitas, tinham a ver com a inexistência de condições.

“Agora que elas começam a existir os empresários começam a ver a possibilidade de poderem intervir como agentes rurais, buscando os produtos para vendê-los ou transformá-los”, disse Sérgio Santos, para quem o programa de micro-crédito poderá ajudar no apoio aos empresários e às suas iniciativas.

Outra questão não menos importante é a das infra-estruturais que facilitam a produção. O Governo diz estar convicto que o Plano Integrado de Intervenção Municipal (PIIM) poderá facilitar a recuperação de vias secundárias e terciárias. O ciclo de formação que iniciou ontem, em Luanda, poderá beneficiar 300 pequenos e médios empresários, onde serão abordados vários temas como plano de negócios e estratégia da produção nacional.

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