malanje, Bié e Cuando Cubango são alvos de investidores agrários sul-africanos

A Embaixada de Angola em Pretória não diz quantos são, mas, em comunicado, diz que a agricultura de precisão é a resposta dos sul-africanos aos desafios do Presidente João Lourenço

A convite da Secretaria para o Sector Produtivo da Presidência da República, de 1 a 6 de Dezembro, uma missão de investidores sul-africanos escala Luanda para dar corpo aos contactos iniciados em Agosto último para desenvolver a agricultura de precisão, criação de animais de grande porte e reorganização rural.

A missão de investidores sulafricanos, segundo uma nota de imprensa da embaixada de Angola em Pretória, é uma resposta ao desafio da política de diplomacia económica do Presidente João Lourenço e está a ser descrita como um passo para o lançamento de uma profunda reforma agrária em Angola. Para o efeito, Angola e a África do Sul intensificam contactos exploratórios para captar investimentos a serem aplicados em zonas agrárias remotas das províncias de Malanje, Bié e Cuando Cubango pelo seu potencial agropecuário.

Os investidores estão mobilizados, as oportunidades de negócios estão identificadas e numa primeira fase serão priorizadas nas localidades de Nharea e Kamacupa na província do Bié, Malanje e Cuando Cubango, pelo seu potencial em recursos humanos, hídricos e de terras aráveis.

Entretanto a equipa da coordenação da missão dos investidores foi recebida nesta Terça- feira, 12 de Novembro, pela embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Angola na África do Sul, Filomena Delgado, com quem discutiu a criação de uma plataforma estratégica que sustentará o processo de desenvolvimento deste projecto.

O projecto de reforma rural em Angola que os investidores sulafricanos propõem contempla a agricultura de precisão, a criação de animais de grande porte, a reorganização das comunidades rurais e sua integração em cooperativas, o desenvolvimento do agro-negócio, melhoria das infra-estruturas viárias e a electrificação rural.

A plataforma estratégica integrará cooperativas, empresas e entidades ligadas a produção de produtos para saúde animal e agrária, de sistemas de irrigação, laboratórios certificados e de equipamentos diversos.

Para a embaixadora Filomena Delgado, o combate à pobreza e a geração de uma economia de escala são os primeiros objectivos a atingir nas três províncias piloto eleitas pelos investidores, que são Bié, Malanje e Cuando Cubango.

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