Samakuva apela à serenidade dos candidatos

O XIII congresso ordinário da UNITA iniciou nesta quarta-feira, em Luanda, com o discurso do presidente cessante, Isaías Samakuva, que apelou aos candidatos a sua sucessão a evitarem transformar a eleição num ambiente de fricções. “O processo eleitoral não pode se transformar em factor de instabilidade.

As nossas diferenças não constituem divergências. Podemos discordar, mas sem hostilidades, para não perdermos a capacidade política”, afirmou. Para Samakuva, que liderou a UNITA durante 16 anos, um bom líder é humilde, e os candidatos a presidência não são órgãos do partido, nem chefes dos demais membros, pois devem obediência aos estatutos e aos órgãos superiores da direcção.

Estão na corrida para a sucessão de Isaías Samakuva o vice-presidente do partido, Raúl Danda, o secretário para as Relações Internacionais, Alcides Sakala, o antigo secretário-geral, Abílio Kamalata Numa, o deputado José Pedro Katchiungo e o presidente da bancada parlamentar, Adalberto da Costa Júnior.

Os mil 150 delegados, alguns dos quais provenientes da diáspora, vão também aprovar um conjunto de teses e programas sobre a vida política, económica e social do país, bem como as ligadas à organização e funcionamento do seu partido. A estratégia para as eleições autárquicas, previstas para 2020, e para as eleições gerais de 2022 merecerá igualmente a aprovação do conclave.

Com término previsto para sexta-feira, o congresso, que tem lugar no Complexo Sovsmo, no município de Viana, decorre sob o lema “Patriotismo, Coesão e Cidadania”.

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