Congressistas discutem mandatos do presidente da UNITA

A discussão do tempo de duração de mandato, actualmente por tempo indeterminado, do presidente da UNITA (maior partido de oposição em Angola), domina, hoje, o segundo dia do Congresso deste partido.

O porta-voz do evento, Ruben Anastácio Sicato, disse à imprensa que parte dos delegados defende a fixação de dois mandatos de cinco anos e outros de três com duração de quatro anos.

Explicou que são debates acesos que deverão se prolongar durante está tarde, onde os 1.150 delegados estão a dar o seu contributo para se encontrar uma solução a este respeito.

Informou, por outro lado, que o presidente cessante, Isaías Samakuva, conforme rezam os estatutos actuais, tinha luz verde para concorrer para um quinto mandato, mas a seu pedido interrompeu a liderança que assumiu desde 2003 em substituição do fundador da organização Jonas Savimbi.

A questão da revisão da Constituição da República também está na agenda de hoje que deverá terminar para além das 22 horas, em função da suspensão da sessão de quarta-feira, a pedido de um candidato por alegada falta de credenciando de alguns delegados ao conclave.

A Unita, prosseguiu, defende que o Presidente da República deve ser eleito directamente, a exemplo do que acontece em outros países, e não depender de apoios dos respectivos partidos.

O Congresso, que decorre no Complexo Sovsmo, no município de Viana, termina sexta-feira, dia da eleição do sucessor de Isaías Samakuva, cujo processo de votação, de acordo com o programa, inicia às 9 horas.

Raúl Danda, Alcides Sakala, Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo e a Adalberto da Costa Fernandes disputam o cargo.

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