Sonangol, Eni e Total interessadas na exploração de petróleo no Namibe e em Benguela

A Sonangol, a italiana Eni e a francesa Total manifestaram interesse em explorar petróleo nas províncias do Namibe e de Benguela. A quarta empresa foi chumbada

A Sonangol, a ENI e a TOTAL apresentaram propostas para a exploração petrolífera das bacias marítimas do Namibe e de Benguela.

A informação foi avançada, ontem, 13, durante a cerimónia de abertura das propostas recebidas no âmbito do concurso internacional de licitação para a exploração petrolífera das bacias marítimas do Namibe e de Benguela, lançado no mês de Setembro pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

Segundo a administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível, Natacha Massano, a Sonangol, a ENI, a TOTAL e a Pago Technical Group, Lda foram as quatro empresas que apresentaram propostas para a exploração petrolífera nas referidas bacias.

“A abertura das propostas resulta de um longo processo do qual o Executivo, atendendo as recomendações do diagnóstico feito ao sector petrolífero em Angola, reformulou o quadro legal para impactar positivamente na melhoria das operações”, sublinhou.

Realçou que, foram igualmente favoráveis para este processo a estabilidade, flexibilidade fiscal e contractual, que caracterizam o mercado angolano, assim como o processo inerente às conceções que são eficazes, transparentes e pensados para a obtenção de resultados. “Tendo em conta a estratégia do Executivo para aumentar o conhecimento geológico e o potencial petrolífero de Angola, a concessionária nacional ANPG vai recorrer à Lei das Actividades Petrolíferas para negociar com todos os interessados”, avançou.
Quarto candidato “chumbado” A quarta concorrente, Pago Technical Group (Lda) viu a sua proposta condicionada por inconformidades detectadas no preenchimento dos formulários. A partir de agora segue-se a qualificação das empresas e a avaliação das propostas até ao próximo dia 28 de Dezembro.

A abertura das propostas marca o início do processo negocial, que culminará com a assinatura dos Contratos de Concessão no dia 30 de Abril de 2020, cujo corpo de jurado é presidido por Hermenegildo Buila (ANPG), integrado ainda por Cármen Canjungo (Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos) e Pedro Marques (Ministério das Finanças), que já validou três das quatro propostas registadas, designadamente a Sonangol EP, a italiana ENI e a francesa TOTAL. Recorde-se que enquanto concessionária nacional, cabe à ANPG a materialização do Decreto Legislativo Presidencial 52/19, de 18 de Fevereiro, que aprova a Estratégia para a Atribuição de Concessões Petrolíferas no período 2019-2025, sendo que o concurso para a exploração das bacias marítimas do Namibe e de Benguela contempla 10 blocos, com uma área de aproximadamente 55.387,88 Km2.

Este concurso realiza-se num contexto internacional competitivo na indústria petrolífera mundial, que assistiu em simultâneo a licitações petrolíferas em vários países, facto que fez aumentar a concorrência directa pelos recursos financeiros disponíveis. As províncias de Benguela, localizadas no litoral centro e sul, respectivamente, eram as únicas que não estavam directamente envolvidas no processo de exploração de petróleo.

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