Agora é o Gabão

Por:Sebastião Félix*

O futebol, por ser o desporto rei, é uma modalidade que se insere no dia-a-dia dos cidadãos por intermédio de “discussões” nos bares, no táxi, no local de serviço e noutros pontos de concentração populacional. A derrota de Angola frente a Gâmbia por 1-3, no grupo D, referente à corrida ao CAN 2021 nos Camarões, aumentou o debate nos espaços públicos dentro e fora do país. No próximo Domingo, os Palancas Negras defrontam o Gabão em Franceville.

É um adversário de peso. Tem atletas que actuam nos melhores campeonatos da Europa. A maior estrela do conjunto gabonês é o avançado do Arsenal da Inglaterra Pierre-Emerick Aubameyang. Por ter faro de golo, a equipa técnica liderada por Pedro Gonçalves sabe o que fazer no sector defensivo. Aliás, no embate anterior, os centrais cometeram muitos erros e na ponta final do desafio pagaram caro. Wilson e Bastos ficaram mal na fotografia. A falta de entrosamento no meio campo também contribuiu para o enterro da Selecção Nacional, no Estádio 11 de Novembro.

Neste sector, Herenilson e Show tinham pouca criatividade, logo foram incapazes de anular os adversários. Os gaboneses são fortes no meio campo. Conhecem as limitações defensivas e ofensivas dos Palancas Negras. O adversário dos Palancas Negras joga em casa e diante do seu público. No entanto, entrará em campo para criar dificuldades técnicas e tácticas aos pupilos de Pedro Gonçalves. Para continuar a sonhar com a qualificação rumo aos Camarões, os Palancas Negras estão proibidos de perder fora de casa. Aliás, na terceira jornada o embate será contra a República Democrática do Congo (RDC), um adversário com o qual Angola sonha sempre mal. Por isso, muita atenção ao Gabão, é um país cujo futebol continua a sofrer mudanças positivas na sua estrutura.

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