INEA aborda gestão de estradas em seminário internacional

A gestão das cargas dos veículos e a integração rodoviária na SADC é tema do terceiro 3º Seminário Internacional de Estradas, que o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) promove hoje no Museu Nacional de História Militar, em Luanda

Por:André Mussamo

O seminário vai realizar uma análise exaustiva e procurar soluções para a problemática dos efeitos negativos à vida útil dos pavimentos rodoviários, resultantes da circulação de veículos pesados com excesso de carga, bem como as implicações que daí advêm no processo de integração rodoviária de Angola no espaço geográfico da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral.

Pela sua posição estratégica e pelo facto de ter uma extensa fronteira marítima, Angola pode tornar-se em placa funda mental para a circulação de pessoas e bens no país e nos restantes membros da comunidade se dotar de boas estradas, pelo que a sua operacionalidade deve ser colocada na “prioridade máxima”. Em 2018, no seu segundo discurso sobre o Estado da Nação, o Presidente João Lourenço considerou as estradas como “indispensáveis para a recuperação económica” pelo que deviam imediatamente merecer atenção em termos de investimentos.

Uma das prioridades do Executivo angolano é desenvolver o corredor do Lobito, na modalidade do transporte ferroviário e portuário e para isso as estradas pode desempenhar uma função elementar no transporte de e para o melhor aproveitamento da estrutura portuária e ferroviária sedeadas no município dos flamingos, em Benguela. Na verdade o Executivo tem estado a referir que pretende transformar esse corredor numa importante opção de transporte para o acesso dos países fronteiriços encravados ao Oceano Atlântico, assim como impulsionar as exportações dos mesmos.

Depois de um ingente esforço logo a seguir à conquista da paz definitiva no país, o governo realizou intensos e avultados investimentos na recuperação de grande parte da malha rodoviária, entretanto a inexistência de parâmetros adequados para a avaliação da qualidade de obras, o limitado número de empresas fiscalizadoras e a falta de controlo tecnológico foram apontados como as principais causas da rápida degradação das mesmas, o que obriga a que novamente o governo angolano realize investimentos, desta feita para tornálas mais duráveis.

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