Angola recupera apenas 14. 550 Km de estrada asfaltada por falta de verbas

o facto foi revelaado pelo ministro da Construçao e Obras Públicas durante a abertura de um seminário internacional sobre gestão e conservação da rede viária na região da SADC

O ministro das Obras Públicas e Construção, Miguel Tavares de Almeida, anunciou nesta Quinta, 15, a implementação para breve de um programa de “salvação de estradas” , ao nível nacional, cujo objectivo é restabelecer as características técnicas das infra-estruturais rodoviárias e assegurar melhores condições para o tráfego. Sem adiantar números relativos ao investimento, aquele dirigente fez saber que constitui preocupação do sector, não só a reabilitação das infra-estruturas viárias, mas também a sua manutenção e conservação.

O anúncio surge numa altura em que o país regista cerca de 14.500 Km de estradas asfaltadas ao nível nacional, numa extensão de rede viária de cerca de 76 mil Km cadastrados. Admitiu que alguns troços não têm características técnicas de projectos assegurados, daí carecerem de intervenção urgente.

“Além disso, tem estado a criar grandes constragimentos aos utentes da via pública”, disse o ministro titular da pasta da Obras Públicas. Em relação ao programa de reabilitação das estradas, por via do Intituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), nos últimos anos, foram recuperados mais de 1500 Km de estrada, dos quais boa parte foram inaugurados no presente ano.

O ministro disse não bastar investir, mas também ser preciso uma maior fiscalização na manutenção das infra-estruturas viárias, daí estar em curso um estudo de tráfego incluindo a contagem classificatória de veículos.

Este quesito, além de ter como propósito assegurar a manutenção das estradas, visa também arrecadar receitas para a sua manutenção. Para o êxito destes projectos todos estão a ser desenvolvidos e implementadas políticas, leis, regulamentos e normas harmonizadas para as redes de tranportes e trânsito rodoviários transfonteriço.

Este propósito visa estrategicamente o desenvolvimento de um mercado regional de transportes rodoviários mais competitivo, integrado e liberalizado na Regiao da Africa Oriental.

“Na Africa Austral, da qual Angola faz parte, a problemática das cargas excessivas que circulam pelas estradas têm como marco recente a incontornável adopção pelos Estados membros do Programa Tripartido de Facilitaçao do Transportes e do Transito”, referiu. Estas declarações foram tecidas no âmbito da abertura do terceiro seminário internacional sobre gestão rodoviária, que teve iniciou ontem com a participação da África do Sul, Namibia e Moçambique.

Angola entende que neste contexto, marcado pela má utilização das estradas na região da África Austral, a circulação de veículos com excesso de carga, deve ser controlado e alvo de penalizações. “Queremos desenvolver o mercado regional de transportes e trânsito rodoviários trans-fronteriços”, referiu o dirigente.

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