Professor detido por violar aluna de 16 anos em troca de nota

Um professor de 32 anos de uma das escolas da urbanização Nova Vida, em Luanda, foi detido Sexta-feira por se ter, supostamente, envolvido sexualmente com uma aluna de 16 anos de idade, em troca de nota alta na disciplina de matemática, revelou ontem o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, num comunicado a que OPAÍS teve acesso. O crime ocorreu no pretérito dia 26 de Setembro, mas a menor só revelou aos seus encarregados de educação recentemente por ter resultado numa gravidez que a mesma decidiu abortar numa das unidades hospitalares de Luanda.

Segundo o director de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço de Investigação Criminal (SIC), superintendente- chefe Fernando Carvalho, o presumível autor do crime aliciou a menor em troca de notas na disciplina que lecciona para a sua transição de classe. Fernando Carvalho esclareceu que a menor perdeu a criança por ter ingerido medicamentos que são destinados a ter esse efeito. Neste momento, o acusado encontra-se detido preventivamente, enquanto decorre a instrução processual.

De realçar que este não é o primeiro caso envolvendo professor e aluna registado este ano em Luanda. Em Maio, o Tribunal Provincial de Luanda condenou a seis meses de prisão, com pena suspensa, um professor de francês de 45 anos, da Escola 14 de Abril, na Centralidade do Kilamba, por ter convidado uma das suas alunas de 20 anos para ir fazer uma prova académica de superação de nota numa pensão. Desse modo, de acordo com o que ficou provado em tribunal, ele pretendia conseguir fazer sexo a troco de favores na correcção da prova, por se tratar de uma aluna de maior idade, acabou sendo condenado apenas por falsificação de documentos.

Pelo que, para além do tempo de prisão, o docente foi condenado a pagar 50 mil kwanzas de taxa de justiça e 40 mil kwanzas de indemnização à ofendida. No entanto, o processo foi encaminhado à Câmara de Crimes Comuns do Tribunal Supremo para reapreciar a decisão pelo facto de os representantes do Ministério Público e da instância de defesa se sentirem inconformados com a decisão e terem interposto recurso. Essa medida fez com que o juiz da causa, João Paulino, alterasse a medida de coacção do professor de preso para liberdade provisória mediante o pagamento de uma multa no valor de 100 mil kwanzas.

error: Content is protected !!