Cimenteira do Cuanza-Sul encerra linha de fabrico de embalagens

A Fábrica de Cimento do Kuanza-Sul (FCKS) encerrou a sua linha de fabricação de embalagens para cimento em consequência da retracção do mercado

André Mussamo

Apesar da unidade fabril estar a produzir em pleno, optou por importar as embalagens depois de uma análise “custo-benefício”. A principal razão para o encerramento da linha de fabrico de embalagens é a actual retracção do mercado. “Fizemos uma análise custobeneficio e chegamos à conclusão que tinha mais beneficio importar os sacos, porque com a carência de divisas, fabricá-las localmente não era competitivo” , explicou João Brito da Silva, chefe de Departamento de Vendas da FCKS.

A crise económica e financeira que grassa pelo país afectou profundamente o mercado da construção civil, pelo que a clientela para o cimento reduziu “drasticamente” e daí as consequências. Entretanto, a equipa de produção de embalagens foi requalificada e redistribuída para outras funções dentro da unidade na esperança de que um dia “soprem outros ventos” e a fábrica reabra a linha.

Neste momento, a FCKS está a produzir apenas a 30% da sua capacidade porque “ a procura diminuiu drasticamente”. João Brito da Silva deposita grandes expectativas na implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), tendo em conta a sua componente de construção de infra-estruturas. “O PIIM tem muitas infra-estruturas por erguer, talvez isso ajude a vendermos um pouco mais. Vamos ver se voltamos a ter as nossas vendas a um bom nível”, declarou expectante João da Silva.

O responsável pelo Departamento de Vendas da FCKS “garante” que a sua empresa dotouse de capacidade que lhe permite actualmente levar encomendas dos seus produtos a qualquer ponto do país, bastando que para tal o interessado contacte os seus serviços comerciais e cumpra os procedimentos contratuais. A Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) anunciou o mês passado durante a EXPO INDUSTRIA 2019 que vai aumentar a produção para 70% da capacidade instalada de 1,5 milhões de toneladas por ano a partir de 2020. Actualmente a produção esta cifrada em 450 mil toneladas ou 30% da capacidade.

 

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