Constrangimentos na campanha de Bilhete de Identidade em Benguela

A delegada provincial da Justiça e Direitos Humanos em Benguela, Paula Marisa, manifesta- se preocupada com a falta de adesão à campanha designada “BI da Dipanda” nos municípios do Bocoio e Chongorói.

Constantino Eduardo, em Benguela

Estas duas circunscrições lideram a lista de regiões menos produtivas, uma tendência contra a qual a direcção encabeçada por Paula Marisa se tem debatido e para o qual os técnicos da Delegação Provincial da Justiça procuram as melhores fórmulas de resolver. O Chongorói, segundo a delegada, é o que mais preocupa entre os municípios da província, sendo que a maior parte da população, entre crianças, adultos, jovens e velhos, debate-se com a falta de registo de nascimento e bilhete de identidade.

“Orientações foram baixadas aos nossos técnicos, no sentido de podermos melhorar o nível de atendimento naquele município. Um outro é o Bocoio. Não conseguimos entender ainda se é uma questão de falta de adesão ou de conhecimento”, disse. Paula Marisa explicou que tem sido prática, no Chongorói, a produção de dados que ficam muito aquém do desejado, sempre que o seu pelouro promove campanhas como a que ocorre.

Apesar dos referidos constrangimentos, a responsável manifesta- se satisfeita com o nível de adesão que se vêm registando aos sábados nas dependências do Ministério da Justiça noutros municípios da província. Abandono de Bilhetes de Identidade Uma outra preocupação manifestada por Paula Marisa tem a ver com o amontoado de bilhetes de identidades nos centros de emissão decorrente do abandono a que estão votados, daí que aconselhe os titulares que os vão buscar, dada a sua importância na vida do utente

“Neste momento, estamos na massificação dos registos de nascimentos e bilhetes de identidade, conferindo identidade ao utente, e este não vai levantar”, deplorou a responsável. Paula Marisa explicou que o bilhete “não é só para constar os nossos dados, mas também para tratar qualquer outro documento de que o utente tenha necessidade”.

Sem revelar números, a delegada Paula Marisa dá conta de que, face ao volume de bilhetes abandonados nos centros de emissão, o seu pelouro em Benguela prevê, nos próximos dias, a realização de um evento ao qual chamar-se-á de “Feira do BI”, visando o reconhecimento por parte de cidadãos de documentos seus e/ou de ente querido. “Para que qualquer cidadão se aperceba que está aí o documento do seu ente-querido, para ir levantar, uma vez que o levantamento é presencial”, refere.

Dados preliminares, produzidos no primeiro Sábado da campanha, dia 9 de Novembro, apontavam para 433 bilhetes tirados e 673 registos de nascimento efectuados. Os relacionados com a segunda semana, registados Sábado 16, estão a ser compulsados. O programa “BI da Dipanda” foi criado no quadro das comemorações do 44 anos da Independência Nacional para facilitar aos cidadãos nacionais a obtenção do registo de nascimento e do bilhete de identidade.

 

 

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