Professores podem continuar a formação sem sair do local de trabalho

A garantia foi dada pelo porta-voz do Seminário Internacional sobre Ensino à Distância e Educação Itinerante, um evento a realizar-se nos dias 21 e 22 de Novembro numa unidade hoteleira localizada no município de Talatona.

Alberto Bambi

Shocolate Brás, o chefe do Departamento de Formação Contínua e à Distância do Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação (INFQE), afirmou, ontem, em conferência de imprensa, que os professores que quiserem continuar a sua formação vão puder fazê-lo sem terem a necessidade de abandonar as suas áreas de trabalho.

Para tal, segundo avançou o também porta-voz do Seminário Internacional sobre Ensino à Distância e Educação Itinerante, que se realiza nos dias 21 e 22 do corrente mês, o órgão que dirige tem disponibilizados meios técnicos que permitirão ao público- alvo aceder à informação

e, consequentemente, formação, por via das redes sociais e outros suportes de tecnologia moderna. “Nessa altura, por exemplo, essa conferência de imprensa está a ser vista e acompanhada, em directo, nas províncias de Benguela, Malanje e Zaire”, gabouse, tendo indicado para as telas gigantes afixadas nos extremos da sala, numa clara demonstração de que seria da mesma forma que os formandos haveriam de receber conhecimentos.

Questionado sobre o impasse que a energia eléctrica e a rede Internet podem causar ao processo, Shocolate Brás ponderou a primeira situação, tendo prometido que, relativamente, à segunda havia um grande esforço com os órgãos de tutela, de modo a evitarem-se quaisquer constrangimentos.

As zonas recônditas de Angola, designadamente algumas das  províncias do Moxico, Cuando Cubango, Cunene e das Lundas Norte e Sul, onde o problema ora levantado é teoricamente maior, foram expostas à mesa do entrevistado, que respondeu, prontamente, haver uma intenção de expansão gradual.

“Vamos fazer educação à distância com todos os meios. E ainda que alguns constituam problema, servirão de desafios do nosso contexto a ultrapassar”, referiu Shocolate, lembrando a necessidade de se reflectir que o projecto é de âmbito nacional e entender- se que o Ministério da Educação (MED) deverá assumir um papel activo para garantir que os professores consigam ter acesso a essa formação sem que os custos sejam muito elevados.

Relactivamente ao investimento, o porta-voz do Seminário Internacional sobre Ensino àDistância e Educação Itinerante adiantou que ser prematuro avançar o montante que o projecto vai envolver, mas assegurou que se deve conceber, desde já, que o seminário em causa é uma das apostas deste plano e garantia efectiva da educação à distância.

O seminário, que vai ser organizado pelo INFQE e pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), conta com a parceria técnica da Universidade do Minho (Portugal) e é co-financiado pelo Banco Mundial, através do Projecto aprendizagem para Todos. “É este seminário que vai determinar as balizas para aquilo que vai ser a filosofia da referida formação e devemos dizer que o financiamento também será uma das condicionantes para se ter este processo a funcionar em pleno”, reforçou o porta-voz.

 

Experiências animadoras de africanos

Servindo-se das experiências exitosas de países africanos, como Rwanda e África do Sul, de onde os dirigentes angolanos convidaram prelectores de universidades locais, que vão partilhar a prelecção com os nacionais da Universidade Agostinho Neto (UAN) e do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) da Huila, o INFQE está animado a alcançar sucesso com o programa de formação do género. “Do Rwanda, vem o professor Mathias NDuwingoma, especialista em Aplicações Informáticas, que vai ministrar sobre experiências de ensino aberto e à distância e de educação itinerante no Rwanda”, referiu Shocolate Brás, que anunciou a vinda da professora Shafika Isaacs, especialista em aprendizagem digital, que falará acerca das experiências relevantes africanas de e-learning, educação à distância e educação itinerante.

 

error: Content is protected !!