Cimeira Africa-França poderá canalizar investimentos para angola

Cimeira Africa-França poderá canalizar investimentos para angola

O chefe dos serviços económicos da Embaixada de França em Angola, Bernad Dufesne, disse ontem, em Luanda, que a Cimeira ÁfricaFrança, a ser realizada em Junho de 2020, pode ser um instrumento que possibilite a canalização de investimentos para Angola, a julgar pela quantidade de investidores e empresários que farão parte do certame.

Segundo o diplomata, ao todo, a cimeira vai contar com um grosso de 500 empresários, 1500 exeutivos de grandes empresas, 50 chefes de Estado de países africanos, 2 mil jornalistas e 500 expositores de empresas de vários segmentos económicos.

Bernad Dufesne disse ainda que a delegação angolana será chefiada pelo Presidente da Republica, João Lourenço, que já confirmou presença e prevê que siga para França com um conjunto de empresários angolanos dos variados segmentos.

Bernad Dufesne deu a conhecer que, face à situação económica que Angola vive, a embaixada do seu país jogará um papel importante no sentido de fazer com que o grupo de empresários franceses e de países africanos com grandes potencialidades, possa canalizar os seus investimentos para o território angolano e contribuir para alavancar a sua economia.

Para o efeito, Bernad Dufesne apontou a necessidade de os empresários angolanos e a classe política jogarem um papel importante e aproveitarem a fazer bons negócios e excelentes parcerias que possam, num futuro breve, possibilitar uma carteira de investimentos para Angola. “Será uma ocasião especial. Cá somos a embaixada de França em Angola. E lá seremos a embaixada de Angola na França e vamos trabalhar para que haja interesses de empresários para Angola”, assegurou.

Com foco na mobilidade e nas cidades sustentáveis

No entanto, durante a cimeira, cuja abordagem vai incidir sobre o tema “cidades sustentáveis”, serão realizadas um total de 150 conferências, centradas nas questões relativas à mobilidade, saneamento, tratamento de resíduos, saúde, educação, cultura, banca, mobiliário urbano, entre outros temas de impacto mundial, que visam alavancar e transformar o rumo das cidades num ambiente acolhedor e saudável.

De acordo ainda com Bernad Dufesne, embora a cimeira vá acontecer em 2020, a cidade de Bordéus já está a ser preparada para receber o grosso de entidades que vão participar no evento que é uma aposta da França no estabelecimento das boas relações diplomáticas com os estados africanos.

Conforme explicou, prevê-se uma participação de 1500 visitantes que vão visitar os stands dos mais variados países e empresas. “Teremos uma mobilidade excelente, com a disposição de vários tipos de transportes que vão ligar a cidade de Paris à Bordéus que fica apenas a três horas de distancia via terreste”, frisou.

Mais tecnologias para África

Por outro lado, Bernad Dufesne salientou que a conferência vai possibilitar a transferência de tecnologias de primeira linha para a África a um preço favorável para os países, sem, no entanto, se submeterem a muitos custos de manutenção. Essas tecnologias, frisou, poderão ser usadas e úteis para serviços diversos, desde a educação, saúde, cultura e turismo, o que vai possibilitar a geração de empregos para os jovens africanos.

Estimular o empresariado nacional

Todavia, de forma a se ter uma participação excelente de Angola, Bernad Dufesne deu a conhecer que a embaixada do seu país vai, nos próximos tempos, desenvolver uma série de encontros com a comunidade empresarial nacional para estimular todos os que queiram participar no evento através do qual se pretende mudar o rumo dos países apostando num empresariado forte e comprometido com as causas das cidades.

“As participações são abertas. E teremos não só empresários francófonos como também de outros países. Queremos é cada vez mais criar estímulos para que os angolanos participem e se inscrevam através das nossas plataformas digitais que já estão disponibilizadas”, notou.