Proposta para mexidas no Governo de Benguela “encalhada” no MAT

Fontes deste jornal esclarecem que, entre as novidades, o destaque recai para a saída de Carlos Guardado e a entrada de Adelta Matias no município de Benguela

Uma fonte do Comité Provincial do MPLA em Benguela revelou a OPAÍS que a proposta remetida ao Ministério da Administração do Território (MAT) pelo governador provincial de Benguela, Rui Falcão, para a nomeação de novos administradores municipais, parece estar “ encalhada” nesta instituição. A fonte reagia a informações que davam conta da proposta deliberada recentemente em sede de uma reunião da comissão executiva daquele partido, alegando que a mesma estaria ainda no gabinete do governador.

Segundo a fonte, constam na proposta mexidas nos municípios de Benguela, Balombo e Catumbela. Carlos Guardado sai do município e passa à reforma. Kwanza Santos, que dirige o município do Balombo, deixa o cargo de administrador e, em seu lugar, Rui Falcão deseja colocar o jovem Fernando Belo, actual administrador-adjunto do Cubal.

Carlos Vasconcelos “Kaká” deverá ensaiar-se como administrador do município do Lobito, em substituição de Nelson da Conceição. De acordo com as nossas fontes, Carlos Guardado terá manifestado o interesse de se reformar e, em sua substituição, Falcão pensa indigitar a jovem Adelta Matias, um quadro que se forjou nas fileiras da JMPLA.

Segundo as mesmas fontes, a jovem tem-se destacado no exercício das suas funções, facto que tem agradado ao partido e ao Governo, razão pela qual “ela seja a fórmula encontrada para o município sede”, disse uma outra fonte.

A fonte esclarece que o primeiro sinal de mexidas foi dado no município do Cubal, num acto político de massas no qual Rui Falcão disse à população que, dentro de dias, faria coisas de que alguns não gostariam, mas teriam de aceitar, por ser a “decisão” da vida. “Sei que ele tinha ido a Luanda tratar de um assunto com o Presidente da República e tudo indica que trouxe a resposta da proposta enviada ao MAT, e, nos próximos dias, já vamos saber quem entra e quem sai”, admite.

Entretanto, segundo esclarecem fontes, Rui Falcão teve que fazer algumas ponderações, porquanto alguns membros a quem ele manifestava o interesse de afastar, servem- no como suporte no partido. Desconcentração Face ao cenário, o jornalista Ramiro Aleixo sugere a desconcentração dos cargos de primeiro secretário do partido e governador, porquanto “acaba por prejudicar”, em certa medida, a província, diz.

Em entrevista à Rádio Ecclésia, o veterano jornalista realça que o modelo em referência, há muito adoptado pelo MPLA, vem dando sinais de falhanço quanto baste, para que seja imperioso que o presidente do partido repense o caso.

Actualmente, os administradores são nomeados pelo governador, ouvido o Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado (MAT), ao contrário do que acontecia anteriormente, em que eram indicados pelo governador.

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