Escolas americanas pretendem estabelecer parcerias com congéneres angolanas

instituições de ensino americanas desejam estabelecer parcerias com escolas secundárias, técnicas e institutos de ensino superior, revelou a embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Nina Maria Fite, ontem, em Luanda, à margem da feira sobre o ensino universitário no seu país

A diplomata Nina Fite fez o anúncio num momento em que se encontra no país uma delegação da universidade de Howard, constituída por três académicos, com o intuito de manter contactos prévios com representantes de diversas instituições de ensino superior publicas e privadas, bem como do Ministério da Educação.

Nina Maria Fite afirmou que os académicos Camara, Winstead e Patterson vão abordar com as instituições acima mencionadas a possibilidade de criar um canal sustentável de programas conjuntos de intercâmbio científico, com vista ao envio de estudantes angolanos para a América e vice-versa.

“A parceria na educação é o verdadeiro objectivo. Desejamos estabelecer uma parceria educativa bidirecional, mutuamente vantajosa entre os nossos países”, frisou. Segundo Nina Maria Fite, há uma equipa de peritos da embaixada a trabalhar para tal, de modo a se criar entre os dois países uma programação genuína e robusta. “Existem várias instituições americanas, como a Howard, que procuram estudantes angolanos talentosos”, esclareceu.

Segundo a diplomata, existem outras instituições que desejam desenvolver alianças significativas com escolas secundárias, institutos superiores, escolas técnicas e universidades angolanas. Uma tarefa significativa, pelo que, precisam de apoio do Estado angolano. Para além de que, descreveu que eventos como a “Quarta-feira anual sobre o ensino universitário nos EUA”, ajudam a aumentar o conhecimento e o entusiasmo para se alcançar esse objectivo comum: “Garantir o sucesso da juventude angolana”.

Na ocasião, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto, afirmou que o seu sector tem dois programas ligados a melhoria da qualidade de ensino para fazer face ao crescimento exponencial registado no sector nos últimos anos. De acordo com o governante, Angola registou um crescimento considerável tanto em termos de estudantes como de instituições de ensino superior, tendo em conta que até em 1999 existia apenas a Universidade Agostinho Neto.

A partir de 2000, com a abertura do subsistema para o ensino privado até aos nossos dias, foram registadas cerca de 85 instituições. “Contrariamente ao que se observa em outros países, temos em Angola uma incongruência, tendo em conta alguns países da nossa região.

É provável que sejamos o único país que tem mais instituições do ensino superior privada do que públicas”, frisou Domingos Neto. Contou que as instituições de ensino superior privadas rondam uma margem de 60%. O Governo pretende reverter esse quadro, tornando-se no principal garante da almejada qualidade do ensino. Entretanto, para atingir tal objectivo necessitam de infra-estruturas adequadas.

Esclareceu que as infra-estruturas a que se refere estão relacionadas a lares para estudantes, laboratórios técnicos e de investigação científica. Além de uma forte aposta no capital humano, tendo em conta que o aumento da qualidade dos docentes no ensino superior é outra aposta. Para tal, esclareceu que já foram marcados alguns passos significativos, como o lançamento do programa anual de “envio dos 300 melhores licenciados” às melhores universidades do mundo.

error: Content is protected !!