Montadora de veículos quer introduzir “eléctricos” no país

A empresa KNG Investimentos quer introduzir no mercado angolano o uso de veículos eléctricos pelo que dotou-se de capacidade de montagem e está à procura de estabelecer parcerias com revendedores ao nível nacional

Aproveitando a oportunidade da feira “Projekta Angola 2019”, realizada a semana passada na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE), a empresa de montagem de bicicletas e motorizadas, localizada no Triângulo do Golungo-Alto (EN 230), apresentou o seu novo produto e garante que tem capacidade alimentar a procura em caso de adesão.

Os veículos, com pelo menos 3 modelos que custam entre 130 mil a 180 mil Kwanzas, são de origem chinesa e estão a ser montados pela KNG no âmbito de uma parceria empresarial estabelecida com um fornecedor do gigante asiático.

Apesar de ter como capacidade a montagem de 40 a 50 unidades/dia, a KNG por enquanto está a montar apenas em função das solicitações. Os veículos, com uma bateria capaz de acumular carga para uma independência de 5 horas, é dotado de pedal que, em caso de uso, também recarrega a bateria.

Em média pode atingir 25 a 35 quilómetros/hora e são considerados “amigos na natureza” pela sua condição de poluição zero. Luís da Cruz Júnior, director de produção da KNG, garante que os veículos são fiáveis, entretanto, como tudo, “precisamos observar alguns cuidados, como por exemplo resguardá-los da chuva e das poeiras e não é recomendado para estradas muito sinuosas”.

Dos três modelos apresentados, na ocasião, o que despertou mais a atenção é o “desdobrável”, uma bicicleta prática que pode ser levada na mala do carro e usar quando necessário. A KNG assegura a sustentabilidade do produto no mercado e garante assistência e fornecimento de acessórios. Neste momento, a marca 2F (designação das bicicletas e motorizadas da KNG) está à procura de estabelecer uma rede de revendedores como forma de alargar o mercado e dar oportunidade a outros investidores a tornarem-se clientes. “Não gostaríamos de nos tornar os revendedores.

O nosso objectivo é repassar a venda para outros agentes, para ficarmos focados na montagem. Já chegamos a Benguela e agora Luanda. Estamos em busca de outros interessados pelo país”, assegurou o director de produção. Perguntado quanto à fiabilidade do novo produto, Luís Júnior assegura que as garantias que tem do fabricante chinês é que são veículos “duradouros” e que servem para atender necessidades de transporte para curtas distâncias e lazer.

A unidade fabril, destinada para a montagem de motos e bicicletas da marca “2F” foi inaugurada em Novembro de 2014, no município do Golungo-Alto, pelo então ministro da Economia, Abraão Gourgel. Localizada na Estrada Nacional 230B, a 38 quilómetros de Ndalatando e 200 KM de Luanda, a fábrica prometia produzir 11 mil motos por ano. Segundo um dos seus administradores, o objectivo era de aumentar a produção até satisfazer a procura no mercado nacional.

Entretanto, a recessão económica terá refreado as intenções dos investidores que, neste momento, fruto da fraca solicitação reduziu o turno de trabalho para metade. Apesar de ter criado 25 postos de trabalho para a juventude local (Golungo- Alto) a produção continua aquém do prometido.

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