“Playback” deixa de ser ouvido no Carnaval de Luanda a partir de 2021

o entrudo luandense ganhará nova sonoridade em 2021, pois os grupos deixarão as apresentações habituais em Playback, passando a actuar ao vivo durante o período de exibição

Esta informação foi prestada pelo director do Gabinete Provincial de Cultura, Turismo, Juventude e Desportos de Luanda, Manuel Gonçalves, ontem durante o sorteio que ditou a ordem de desfile do entrudo para 2020.

O responsável fez saber que esta decisão não partiu apenas da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), mas também dos representantes dos grupos e foi bem acolhida pela tutela do entrudo, em Luanda.

Paralelamente a este quesito, Manuel Gonçalves revelou que o organismo que superintende o entrudo de Luanda, está a estudar a possibilidade de elevar-se o valor dos prémios, mas tal acto só será possível caso as condições financeiras permitam em próximas edições.

Kiela inaugura pista da classe A

Entretanto, os grupos carnavalescos da província de Luanda conheceram a ordem de desfile do entrudo de 2020, num encontro realizado ontem, numa das unidades hoteleiras da capital. Desse modo, na classe A, o União Kiela vai abrir o entrudo, seguindo em segundo o União 10 de Dezembro e sequencialmente o União Jovens da Cacimba do Prenda.

Em quarto lugar está o grande vencedor deste ano o União Recreativo Kilamba, depois o União 17 de Setembro, União Kabocomeu, União Kazukuta do Sambizanga, União Domant, União Mundo da Ilha, União Amazona do Prenda, União Café de Angola, União Njinga Mbande e por último o grupo União 54.

Classe B

Já na classe B, o União Povo da Samba vai dar o pontapé de saída, seguido do União Juventude do Kapalanga, União Twabixila, União Jovem do Mukuaxi, Unidos do Zango, União 28 de Agosto, União Geração Sagrada, União Povo da Kissama, União Sagrada Esperança, Unidos do Kilamba Kiaxi, União Angola Independente, União Giza, União Twafundumuka, União Nova Geração do Mar e para encerrar o União Kwanza.

Infantil

Por sua vez, na classe Infantil, os Cassules 54 serão os primeiros a desfilar sobre o tapete asfáltico da marginal, ao passo que em segundo lugar estará o grupo Cassules Kazukuta do Sambizanga e seguir-se-ão os Cassules Kazukuta do Hoji Ya Henda, Cassules Petrolífero.

Ainda seguem em quinto lugar os Cassules Fogo Negro, depois os
Cassules Sagrada Esperança, Cassules Twafundumuka, Cassules 10 de Dezembro, Cassules Viveiro do Njinga Mbandi, Cassules Café de Angola, Cassules Geração Sagrada, Cassules dos Jovens da Cacimba, Cassules Juventude do Kilamba Kiaxi, Cassules do Amazona do Prenda e por último os Cassules do Mundo da Ilha.

Apoios antecipados

A par disso, o secretário-geral da Associação do Carnaval de Luanda (APROCAL), António de Oliveira “Delon”, disse que tudo se está a fazer para que os grupos carnavalescos tenham as verbas disponibilizadas antecipadamente.
Quanto à ordem de desfile, disse que o importante é que os grupos mostrem trabalho e que consigam convencer o júri e, para isso, apela, que cada um esteja altamente capacitado e organizado.

“Além de festa, o carnaval não deixa de ser um concurso. Acredito que teremos um carnaval diferente, em relação às outras edições. Sobre os grupos queixaremse do horário, estamos a encontrar um horário de consenso”, tranquilizou.

Grupos em preparação

Na ocasião, o comandante do grupo União Recreativo Kilamba, Poly Rocha, disse que a ordem do desfile, para si, é algo que não diz muita coisa. Porém, promete estar disposto a competir com todos os outros grupos adversários presentes no entrudo de 2020, pois o seu grande objectivo é manter o título de vencedor e ou fazer sentir os dois prémios consecutivos com um desfile deslumbrante.

No que tange às verbas disponibilizadas pela governo, disse que o seu grupo aguarda por tal acto, mas “Pela graça de Deus temos uma direcção forte e que tem de uma certa forma antecipada a sua preparação para o carnaval. Obviamente, que o valor proveniente da cultura vem ajudar naquilo que falta nos últimos valores da preparação do carnaval”, reforçou.

Diferente de Poly foi o responsável dos Amazonas do Prenda, Domingos Mboloy que diz que quanto mais cedo o dinheiro chegar melhor, pelo facto de ter-se mais tempo para trabalhar. O dirigente do grupo lamentou o facto de não haver patrocínios, por isso, tem batido a porta de algumas empresas. Apelou, igualmente, que se altere o prémio do carnaval de 3 milhões, por haver grupos que gastam três vezes mais do que este valor.

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