banqueiros colaboram com a Polícia para esclarecer assaltos à saída do banco

Nos últimos tempos, a cidade capital tem registado vários assaltos à mão armada, cujas vítimas são pessoas que acabam de sair de uma instituição bancária. A Polícia Nacional começou a implementar a estratégia de ouvir os responsáveis das agências, estes que mostraram interesse em ajudar no esclarecimento dos assaltos

Desde o dia 14 de Novembro que se fala em assaltos à saída de instituições bancárias, com aproximadamente seis vítimas. A situação de segurança pública está a ser analisada minuciosamente pela Polícia Nacional e estes assaltos não foram postos de parte, uma vez que se estava a instaurar um clima de medo entre os luandenses.

De maneira a devolver a ordem e tranquilidade públicas, a Polícia começou a desenvolver uma série de acções, dentre as quais uma operação especifica para os motoqueiros, uma vez que boa parte desses crimes são cometidos por cidadãos que se fazem transportar numa motorizada. Nesta operação, 120 pessoas foram detidas, 578 motorizadas apreendidas, das quais 110 ilegais, e 25 armas brancas do tipo catana e faca.

O Comandante do município do Kilamba-Kiaxi, superintendente chefe Estanislau Rúben, reuniuse, ontem, com os gerentes das agências bancárias naquele território para analisar a situação actual de segurança pública, de modo a evitar assaltos à mão armada à saída das instituições bancárias, que culminam em homicídios voluntários.

O superintendente-chefe apelou aos presentes mais rigor na movimentação de somas avultadas em dinheiro e o redobramento da vigilância das agências bancárias. Foi ainda feito o apelo à colaboração das denúncias de crimes junto das instituições bancárias, de modos a contribuir para a diminuição dos mesmos e na restituição do sentimento de segurança dos cidadãos, particularmente dos clientes.

“Se um cliente proceder ao levantamento de avultadas somas e precisar de protecção, solicitem a Polícia, nós estaremos lá”, garantiu Estanislau Rúben, comandante municipal do Kilamba-Kiaxi.

O mesmo tipo de encontro realizou-se em Benguela, onde a Polícia, para além de traçar estratégias de segurança bancária, procura pôr termo aos procedimentos das agências bancárias e dos seus funcionários na relação “promíscua” com os seus clientes. No encontro, presidido pelo 2º comandante provincial da Polícia Nacional, Subcomissário Ernesto Haiyamunye, em representação do titular da pasta, comissário Aristófanes dos Santos, foi ainda analisada a necessidade de haver maior atenção por parte da sociedade na prevenção e luta contra a criminalidade, particularmente aqueles assaltos que ocorrem junto aos bancos e aos seus clientes.

Por sua vez, os gerentes dos bancos acataram as orientações e prometeram fazer de tudo para elevar os níveis de segurança nas suas instituições. Na ocasião, foram entregues aos participantes os contactos do Comando Municipal para denúncia de todo e qualquer acto que lese a tranquilidade pública. Importa frisar que, durante uma entrevista no Debate Livre, o subcomissário Waldemar José disse que a Polícia vai actuar de acordo com a lei, a se confirmar que os assaltos à saída do banco tem tido colaboração de bancários. “Se este cenário for verdade, e isto não é só para os bancários, mas também para os criminosos na generalidade, a Polícia vai actuar de acordo com a lei.

Porque nós já temos mecanismos para podermos identifi car ou correlacionar o envolvimento de funcionários bancários com os criminosos”, disse. A Polícia está a trabalhar no sentido de apurar se os assaltos têm a participação de funcionários dos bancos. As investigações estão em curso para apurar estas tipicidades criminais que resultaram em quatro vítimas mortais. “Se têm ligação com trabalhadores afectos a certas dependências bancárias, a corporação dará respostas adequadas a estas práticas delituosas”, finalizou.

error: Content is protected !!