EDITORIAL: Mulheres do tungo

A revisão parcial da lei contra a violência doméstica e o agravamento das penas aos infractores, tendo em conta o aumento do número de casos violentos registados, nos últimos tempos em Angola, constitui uma das propostas do grupo de mulheres parlamentares da Assembleia Nacional.

É assim que abre o texto da ANGoP sobre o tema. Mas há reparos a fazer, não sobre a sempre valiosa ANGoP, mas sobre a ideia do agravamento da pena, do “tungo”, ou castigo. Se a violência doméstica deve ser criminalizada e castigada, como o é na lei, as deputadas deveriam olhar para o assunto mais sob outros prismas. elas deveriam estar mais preocupadas com as causas da violência doméstica.

Essas causas vão aumentando e têm muito mais força do que o “tungo” que se pretende. As deputadas têm a obrigação de saber disso, até porque resolvendo as causa, não só a violência doméstica se resolve ou controla, como em muitos outros aspectos teremos uma sociedade melhor

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