MultiChoice: “o contador de histórias mais amado de África”

O grupo MultiChoice criou o “MultiChoice Media Showcase”, evento estreado ontem e que termina hoje, 22 de Novembro, em Joanesburgo. Este encontro anual com os meios de comunicação social como convidados especiais, serve de plataforma de exibição e promoção dos projectos desenvolvidos e conteúdos divulgados por cada uma das empresas integrantes do grupo, sediadas na África do Sul

Por: Zuleide de Carvalho, enviada a Joanesburgo

“Africa’s most loved storyteller” é o lema do “MultiChoice Media Showcase 2019” e o quadro administrativo do grupo realçou, e demonstrou ser para si um orgulho fazer parte de quem toma a liderança das preferências televisivas on-line dos visualizadores africanos. Yolisa Phahle, CEO do Entretenimento, declarou que, em África, há uma média de 5 horas por dia, dedicadas por cidadão, a assistir televisão. Por conseguinte, o grupo MultiChoice leva como missão e visão manter-se sempre moderno.

Actual, dinâmico e com grande facilidade no acesso, principalmente nos países africanos com língua inglesa como primeira ou segunda, viraram-se para o campo digital e pretendem permanecer no topo, quebrando barreiras no mercado.

Oferecem pacotes diversificados “para todos os gostos e bolsos”. Em Angola, com a actual depreciação do Kwanza, o pacote mais básico da DStv equivale a cerca 25USD, sendo dos valores mais baixos praticados em África. Impacto da MultiChoice em África O grupo MultiChoice é composto por perto de uma dezena de empresas sediadas na África do Sul, com representação em mais de 50 países africanos, como a DStv, GOtv, Showmax, M-Net, SuperSport, DStv Media Series, entre outras.

O estratagema do grupo transmuta- se para uma tendência cada vez mais local, uma visão partilhada por todos os líderes departamentais que apresentaram os conteúdos dos seus canais e serviços de distribuição digital. O pensamento local com visão global, permite que existam canais apresentados em língua nacional em vários países africanos como, por exemplo, em Swahili, na Tanzânia, Afrikaans, na África do Sul, português em Angola e Moçambique, etc..

A estratégia local não se confina à língua de comunicação, verificase também na produção ou divulgação da produção artística, social e cultural de cada nação a quem distribuam o seu sinal, pela televisão e internet. O slogan MultiChoice, traduzido para português, significa “enriquecendo vidas”, a vida das pessoas, o que foi comprovado neste “Media Showcase”, pois, proporciona- lhes música, histórias reais, cinema, desenhos animados, cultura, desporto, gastronomia, ciência, notícias e investigação criminal. Em Angola, a DStv tem cinco canais emitidos em português, em Moçambique, 15.

A apostar no entretenimento infantil, dizem não haver nos concorrentes africanos tantos canais infantis, como os 21 disponíveis em Angola e Moçambique. Indicadores de popularidade Sobre o “Big Brother”, Yolisa Phahle, CEO do Entretenimento da MultiChoice enunciou que a procura não justifica que façam outra edição genérica para África, mas sim uma específica para os países que mais apreciam.

O serviço Showmax, uma plataforma provedora de filmes e séries via “streaming”, disponível na África do Sul, “está focado na geração digital”, informou Candice Fangueiro, responsável administrativo. Assim o é, tanto para a satisfação e instrução infantil, com desenhos animados educativos e inclusivos, mas também para proporcionar distracção aos pais e adultos, com séries e filmes actuais internacionais.

O cinema americano é o mais destacado, contudo, e com crescimento constante nos demais canais, há produções e realizações 100% africanas, sendo as favoritas no que toca à cinematografia, a Nigéria e África do Sul. Recheado de histórias, com igual quantidade tecnológica e inovadora, o “MultiChoice Media Showcase 2019”, corrobora a importância de se manterem na linha da frente das aspirações e estilos de vida modernos e dinâmicos dos clientes.

Estes clientes passaram de esperar pelo seu programa favorito em casa, sentados em frente à TV, com o chefe de família no controlo do “remote control”, evoluindo para um individualismo que exige mais atenção. Porque hoje, cada parente, cada filho, dentro, ou fora de casa, desde que tenha acesso à Internet e a um telemóvel digital, pode assistir a programas gravados ou notícias em directo quando e onde quiser.

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