Zé Maria condenado a três anos de prisão, com efeito suspensivo

O Supremo Tribunal Militar condenou esta sexta-feira (22),  antigo director do Serviço de Inteligência e Segurança Militar, general na reserva José Maria,   a três anos de prisão, por crime de extravio de documentos e absolvido no crime de insubordinação. A pena tem  efeito  suspensivo , em função de um recurso interposto pela defesa e aceite pelo juiz da causa.

O  antigo homem forte da  secreta militar teve como atenuantes os  serviços prestados à Pátria e a conduta exemplar demonstrada durante a sua  trajectória militar.

No entendimento do tribunal,  António José Maria “Zé Maria” poderia ter evitado que o caso fosse a julgamento se não tivesse negado entregar os documentos relativos à Batalha do Cuito Cuanavale, nem tivesse afirmado que os mesmos eram sua  propriedade, quando na realidade foram adquiridos com  fundos do Estado angolano.

Outro pormenor realçado pelo tribunal foi o facto de o réu ter levado os documentos para as instalações da Fundação Eduardo dos Santos  (FESA) sem o conhecimento do seu patrono.

De acordo com o Supremo Tribunal Militar, a aquisição dos documentos relativos à Batalha do Cuito Cuanavale custou aos cofres do Estado 2.486.478 dólares americanos.

  O  advogado Sérgio Raimundo afirmou que a defesa tem oito dias para apresentar os argumentos que justificam o recurso interposto,  contra   a aplicação da pena de três anos.

O causídico defendeu que, dado os serviços prestados à Pátria e a avançada idade (73 anos) do general António José Maria, o processo deve ser reavaliado por uma instância superior, com o intuito de reduzir a pena.

Enquanto se aguarda pelo julgamento do recurso, António José Maria,  vai permanecer em prisão domiciliária, condição em que se encontrava antes do julgamento.

 

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