Capapinha aponta falta de energia como entrave ao desenvolvimento do Cuanza-sul

apesar de todo o seu potencial económico, o governador, que apresentou o memorando socioeconómico ao Presidente da República, afirmou que a província se debate com grandes problemas nas vias de comunicação e no fornecimento de energia eléctrica, factores que têm contribuindo para o débil funcionamento das indústrias agrícolas e pesqueiras e dos serviços sociais

O governador do Cuanza-Sul, Job Capapinha, disse, ontem, no Sumbe, que a precariedade de algumas vias de comunicação e o deficiente fornecimento de energia eléctrica têm criado enormes constrangimentos ao desenvolvimento da província.

O governante, que apresentava o memorando socioeconómico da província ao Presidente da República, João Lourenço, afirmou que, no que toca as vias de comunicação, muitos produtos têm-se deteriorado porque as estradas que ligam as zonas rurais aos grandes centros urbanos encontramse degradadas, o que tem privado as populações de consumirem produtos de qualidade, desestimulando assim as grandes iniciativas privadas.

No que toca ao fornecimento de energia eléctrica, Job Capapinha disse que a insuficiente produção e distribuição deste bem tem dificultado a prestação de serviços fundamentais, com destaque para o atendimento hospitalar, o débil funcionamento das escolas, bem como na industrialização da agricultura, pesca e turismo.

Outro dos constrangimentos prende-se com a carência de abastecimento de água potável, tendo frisado que a maior parte das populações do Sumbe, Porto Amboim, Gabela e as restantes sedes municipais não têm acesso à esse bem precioso.

No entanto, apesar desses constrangimentos, Job Capapinha reconheceu o papel do Executivo central na reabilitação e construção de algumas vias de comunicação local.

Dentre os avanços neste segmento, apontou a construção do troço Gabela-Quilenda, que tem vindo a contribuir para o desenvolvimento da província e no rápido escoamento dos produtos do campo para as zonas urbanas.

Por outro lado, o governante deu a conhecer que a província apresenta excelentes potencialidades económicas produtivas que podem contribuir nos desafios da revitalização do sector produtivo do país. Neste sentido, fez saber que a agricultura mecanizada e a agroindústria, sustentada pelo sector privado, têm vindo a crescer nos últimos anos, com uma estatística promissora em termos de produção industrial que envolve 278 unidades registadas que produzem leite, iogurtes, água de mesa, óleo alimentar, sumos e rações animais diversas.

No capítulo da produção, Job Capapinha fez saber que o Cuanza-Sul é dos maiores fornecedores de cimento ao mercado nacional de construção e nos excedentes. Já o sector industrial foi reforçado este ano com quatro novas unidades, designadamente duas fábricas de sapatos, uma fábrica de ração e uma serralharia que criaram dezenas de postos de trabalho.

“Na produção agrícola destacamos o aumento de cereais, sobretudo de milho e de feijão; a fruticultura e o fomento da horticultura virados para a melhoria da qualidade alimentar das famílias”, notou. Relativamente ao sector das pescas e do mar, Job Capapinha fez saber que a província conta com uma embarcação industrial, cinco embarcações semi-industriais e 23 empresas dedicadas à pesca artesanal que contribuem significativamente para a economia local.

“A produção pesqueira este ano, em termos de dados provisórios, está acima das 1500 toneladas. A aquicultura constitui outro segmento em rápido crescimento nos municípios do interior, com destaque para Cela e Quibala”, frisou o governante, tendo acrescentado ainda que a produção do sal iodizado atingiu a cifra de 417 mil e 624 toneladas no terceiro trimestre deste ano.

Desenvolvimento harmonioso

No segmento das linhas estratégicas do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, o governante disse que o Cuanza-Sul é uma província harmoniosa na sua diversidade, destrancado as cidades do eixo litoral, nomeadamente Porto Amboim e Sumbe.

Apontou ainda o desenvolvimento das zonas do interior, dinamizado a partir dos municípios do interior, Cela e Quibala, promovendo assim uma estrutura produtiva e equilibrada entre o sector produtivo e o primário, com agricultura intensiva, pesca industrial, a industria transformadora e a alimentar.

Mais de 70 mil crianças fora do sistema de ensino

Já nos segmento social, Job Capapinha revelou que a província tem um grosso de 78 mil e 606 crianças fora do sistema de ensino e conta actualmente com 574 escolas, sendo 511 do ensino primário, nove de formação de professores e igualmente nove institutos técnicos.

Já no sector da saúde, a província tem 272 unidades sanitárias públicas, entre postos e centros médicos, números que não satisfazem as necessidades locais em função da procura, sendo que a malária, a tuberculose, as doenças diarreicas e as anemias lideram as causas de mortalidade, pelo que são precisos 776 trabalhadores da saúde das mais diversas especialidades para fazer face às necessidades locais.

Todavia, apesar das necessidades no sector da saúde, Job Capapinha deu a conhecer que, este ano, a taxa de mortalidade bruta caiu de 3, 6 para 2,8 por cento, apontando a malária como a principal causa de mortalidade com uma cifra de 71 por cento, seguida da tuberculose com 11 por cento.
agenda do pr prossegue Ontem, durante a sua estadia na província do Cuanza-Sul, o Presidente da Republica, João Lourenço, orientou a reunião com membros do Governo local e a reunião com o Conselho Provincial que se estendeu durante o dia todo.

Para hoje, está prevista a inauguração da centralidade “Horizonte de Quibaula”, visita aos fogos habitacionais do bairro Cuacra e a realização da reunião do conselho de auscultação social.

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