Padre Pio “combate à seca requer a criação de um banco de dados”

a situação da seca que assola o Sul do país e algumas zonas do Leste tem gerado uma onda de solidariedade, com a recolha de donativos que vão desde bens alimentares e roupa a outros produtos que diariamente rumam às zonas afectadas por esta calamidade natural

O presidente da Associação Construindo Comunidades (ACC), padre Pio Wakussanga, defendeu a criação de um banco de dados dos necessitados para acudir as vítimas da seca que afecta sobretudo a zona Sul do país o responsável que engrandeceu a onda de solidariedade despertada para acudir essas vítimas, referiu, em declarações a oPAÍS, que embora haja essa boa vontade por parte da população e do Executivo, não existe até ao momento um banco de dados sério que esteja de acordo com os critérios internacionais de ajuda humanitária.

Padre Pio defendeu neste âmbito a execução de um trabalho que envolva o Instituto Nacional de Estatística, Agências Humanitárias e especialistas de ajuda humanitária que saibam lidar com situações de fome e suas consequências. “É preciso uma catalogação da malnutrição.

Eu não posso dar arroz a quem está malnutrido. o Governo está a trabalhar sozinho neste âmbito, por não envolver no seu plano as organizações da sociedade civil para fazer parte do esquema de planificação de distribuição e de avaliação da situação”, disse, avançando que a própria desestruturação do Estado está a contribuir para que o alimento não chegue a tempo às pessoas necessitadas.

O fenómeno da seca que assola o Sul de Angola já matou milhares de animais e regista-se sobretudo nas províncias do Cunene, Namibe, Huila, benguela e Cuando Cubango. A propósito do fenómeno, em Abril deste ano, o Governo aprovou um pacote financeiro fixado em 200 milhões de dólares para solucionar problemas estruturantes ligados aos efeitos destrutivos na província do Cunene.

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