Festival cinematográfico de Joanesburgo: a celebração da 7ª arte na terra de Nelson Mandela

O “JoBurg Film Festival” caminha para o fim da sua 3ª edição. Têm sido seis dias vibrantes e emocionantes de enaltecimento do cinema mundial, com grande ênfase para a filmologia africana, somando-se 16 países participantes, que disputam o pódio, competindo 60 longas-metragens. O grupo MultiChoice é o patrocinador oficial.

Por: Zuleide de Carvalho, enviada a Joanesburgo 

A indústria cinematográfica mundial e africana, em especial, tem vindo a ser alvo de homenagens na cidade de Joanesburgo, na África-do-Sul, estando representados filmes americanos, brasileiros, britânicos, franceses, indianos, moçambicanos, namibianos, nigerianos e, claro, sul-africanos. Visando promover, incentivar e reconhecer a produção de filmes com conceitos, culturas, histórias e talentos de origem africana, continente berço da humanidade, o grupo MultiChoice decidiu patrocinar a 3ª edição do “JoBurg Film Festival”.

Com salas de cinema e teatro nas proximidades da “Nelson Mandela Square”, Joanesburgo tem acordado ansiosa para assistir acção, drama, histórias reais, documentários, animação, entre outros géneros, de 19 a 24 de Novembro de 2019. Diariamente, há seis dias a causar memoráveis sensações, motivadas pelo estímulo visual e sonoro, reproduzidos nos grandes ecrãs, as sessões de cinema iniciam às 3h da tarde e terminam por volta das 11h30 da noite.

 

JoBurg Film Festival – Our Stories, Our Gold

Esta celebração da sétima arte atrai gentes de diversos pontos geográficos, a nível nacional e internacional, sendo que, alguns dos filmes são estreias e contam com a presença do elenco de actores, realizadores e produtores.

A máxima da edição de 2019 do Festival de Cinema de Joanesburgo significa, em português, “as nossas histórias, o nosso ouro”, noção muito bem retratada nas representações e filmes seleccionados. Hoje, é noite de encerramento, havendo posterior premiação, consoante categorias específicas, que consagrarão os melhores dentre os 60 filmes exibidos. No conjunto dos favoritos, segundo feedback ouvido de elementos singulares da audiência, poderão constar filmes como “Knuckle City”, sul-africano, e “Midway”, americano, estando no cartaz outros como “Grace Jones”, “Amazing Grace Aretha Franklin” e “Duga”.

Reservados para o final da noite de hoje, Domingo, 24 de Novembro de 2019, estão as longas-metragens: “Judy”, “Where Are You João Gilberto?”, “The Obituary of Tunde Johnson” e “Ghost Light”. Que vença o melhor!!!

 

What a Red Carpet experience…

Associado às estreias cinematográficas está sempre um certo glamour, fortes expectativas, ansiedade, curiosidade e um grande entusiasmo. Superando isso, o filme “Hero”, que retrata vida e feitos de um herói de ascendência africana perecido e “desconhecido”, mas não esquecido, emocionou o público, com a presença do filho mais velho de Ulric Cross.

A história começa e termina em Trinidad & Tobago, nas Caraíbas, passando pelas décadas de 40, 50 e 60, em países como Gana, Congo, Camarões e Inglaterra, retratando profundos avanços e consolidação da ideologia Pan-africana. Richard Finch, filho de Ulric Cross, apresentou-se, no final da estreia do filme, na noite de Quinta-feira, comovendo imensuravelmente o público que, após aplaudir efusivamente a narrativa, absorveu memórias de Richard sobre o seu amado pai.

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