PER quer reforço do papel do jornalista

Os membros e participantes do VIII encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER), entre os quais Angola, reconheceram, neste Sábado, em Lisboa, a necessidade de se reforçar o papel dos jornalistas e da sua mediação crítica. Para o PER, estes aspectos estão a ser desvalorizados pela massificação do acesso às plataformas de intervenientes que não se obrigam ao respeito pelos princípios conducentes ao rigor na informação. O facto vem expresso na “Declaração de Lisboa” saída no final do encontro que decorreu durante quatro dias naquela cidade lusa, em que o angolano Adelino de Almeida passou a presidência da PER para Francisco Azevedo e Silva, vogal da Entidade Reguladora para a Comunicação Social Portuguesa, que a exercerá até finais de 2020. Os participantes reconheceram ainda a necessidade de trabalhar junto das plataformas de partilha de vídeos e das redes sociais, para promover a transparência quanto ao funcionamento dos algoritmos e sistemas de hierarquização da informação na pesquisa de notícias, no sentido de dar respostas conjuntas que credibilizem os próprios operadores privados e que simultaneamente garantam ao público o direito à informação.

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