Adérito van-Dunem apela à valorização da matéria-prima nacional

Os empresários devem dar prioridade ao uso das matérias primas nacionais com vista a materializar as políticas do Estado, baseadas na valorização da produção nacional para o desenvolvimento do sector industrial. Este apelo foi lançado este Sábado no Lubango, Província da Huíla, pelo director do Instituto de Desenvolvimento Industrial, Adérito Van-Dúnem, durante o Fórum de concertação industrial. O acto, que decorreu em alusão ao 43º aniversário do Dia da Indústria Nacional, assinalado a 23 de Novembro, abordou “O estado actual da indústria, perspectiva do PROFIR na Huíla e o parecer do Ambiente”, promovido pelo gabinete provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado.

Adérito Van-Dúnem afirmou que actualmente a indústria nacional tem muita dependência de importação de matéria-prima, o que faz com que algumas unidades reduzam os seus níveis de produtividade, em função da situação económica do país. Explicou que, face a esta situação, o Estado tem estado a adoptar medidas diferentes, que se baseiam em políticas de valorização da produção nacional, em que os empresários têm a responsabilidade de as materializar para o desenvolvimento industrial do país.

Declarou que o grande desafio do sector é de ser o “motor” na substituição das importações dos produtos que constituem grande parte da dieta alimentar e das necessidades de consumo das populações, sendo o diálogo fundamental para o desenvolvimento da indústria. “Se os grandes importadores se predispuserem em a tirar pelo menos 40% da balança de pagamento de importação e virarem para o mercado nacional, vão ajudar Angola a desenvolver, com investimento e aposta na produção nacional”, referiu. Realçou que a indústria local está num bom caminho, mas é preciso investir mais no agro-negócio, no que se refere a indústria alimentar, produção de fuba, trigo, e outros bens. “

Reduzir a nossa balança de pagamento no que concerne bens alimentares, vai contribuir para economizar mais divisas para investir nas actividades complementares, como a agricultura, que poderá produzir matéria prima, a fim de apoiar a indústria transformadora”, sublinhou. O responsável salientou, por outro lado, que os empresários industriais devem informar as suas actividades e as suas reais necessidades para junto das entidades competentes, traçarem soluções para alavancar o sector. Sustentou que só entre 30 a 40% dos industriais nacionais reportam as suas actividades, dificultando o Estado de traçar políticas que tenham impactos na sua produção.

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