Benguela regista mais de 30 empresas de segurança privada a funcionar ilegalmente

Trinta e duas empresas de segurança privada das 146 existentes a nível da província de Benguela, funcionam de forma ilegal, revelou o comandante provincial da Polícia Nacional, comissário Aristófanes dos Santos. De acordo o ofi cial comissário, que falava num encontro mantido com os responsáveis das empresas de segurança privada, doravante só deverão continuar a exercer esta actividade as empresas que estejam devidamente licenciadas para o efeito. “Aquelas que não estiverem licenciadas serão encerradas e os meios letais em sua posse serão recolhidos”, referiu.

Aristófanes dos Santos adiantou, por outro lado, que é missão da Polícia Nacional primar pela legalidade, pelo que não pode continuar a acobertar empresas ilegais que utilizam até armas de fogo de grande calibre no dia a dia. Indagado pelos responsáveis de algumas empresas sobre a morosidade no licenciamento das mesmas, sendo que algumas alegam já ter dado entrada dos processos há vários anos, o responsável prometeu que o Ministério do Interior vai rever os processos para se ultrapassar a situação.

Aristófanes dos Santos deu a conhecer aos presentes que, desde 2018 a Setembro do corrente ano, foram roubadas de mãos dos agentes de segurança privada 25 armas de fogo do tipo AKM e apenas cinco foram recuperadas pela PN, daí as exigências que devem ser redobradas porque quem trabalha com arma tem que reunir adestramento, conhecimento e capacidade de manusear esses meios, no sentido de se evitar que marginais os desarmem com facilidade.

O responsável exortou os presentes para a necessidade de se rejuvenescer os agentes destas empresas, sendo que, maioritariamente, possuem idades compreendidas entre os 50 e 60 anos, o que não é recomendável face à responsabilidade e especifi cidade do trabalho. O comandante prometeu notifi car brevemente as empresas que se furtam a pagar os ordenados aos funcionários, pois disse não compreender como é possível haver algumas que estão há mais de 22 meses sem pagar salários.

Os participantes apontaram como principais constrangimentos em algumas empresas a falta de alimentação, seguro de saúde, acomodação, excesso de carga horária e atraso no pagamento dos salários, o que concorre para subtracção de armas por parte de alguns agentes. A falta de profi ssionalismo, visto que muitos destes agentes acorrem a estes serviços por falta de emprego e problemas sociais, são outros grandes problemas que devem ser revistos, alegaram. O comando provincial da Polícia Nacional em Benguela controla 1.308 efectivos de empresas de segurança privadas.

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