Dirigente da JMPLA no Cuanza-Sul satisfeito com investimentos no Porto Amboim

Uma delegação do Comité Municipal da JMPLA do Porto Amboim, no Cuanza-Sul, visitou as instalações do futuro porto pesqueiro que está a ser construído nesta circunscrição

Por: Ireneu Mujoco, no Porto Amboim

primeiro secretário provincial da JMPLA no Cuanza-Sul, António Kituxi, enalteceu a construção do porto pesqueiro do Porto Amboim que está a ser erguido pela empresa Wangfestao-KP, com uma execução já em 95 por cento. António Kituxi fez estas declarações à imprensa, ontem, no final de uma visita de constatação feita às instalações desta empresa, enquadrada nos 57 anos da existência da JMPLA, assinalados no dia 23 deste mês. O político disse que este projecto deve merecer a atenção do país e o Governo do Cuanza-Sul deve fundamentar ao Governo Central sobre a existência desta obra nesta província, que vai oferecer mil e 500 empregos directos e 4 mil indirectos .

António Kituxi, depois de destacar a importância deste projecto, disse que, apesar de ser privado, poderá responder ao apelo do Presidente da República, João Lourenço, sobre a solução do emprego através do sector privado. Disse que, à semelhança de outras províncias, o Cuanza-Sul é uma cujo índice desemprego é alto, derivado do encerramento de duas grandes empresas que operavam no município do Porto Amboim.

O encerramento destas empresas, decorrente da recessão económica, atirou milhares de trabalhadores, sobretudo jovens, para o desemprego, afirmou. Explicou que mesmo com a reabertura de uma outra unidade fabril no Sumbe, ou seja, a fábrica de cimento, também encerrada pelos mesmos motivos que as duas primeiras no Porto Amboim, não resolveu o problema.

Explicou que a capacidade de produção desta fábrica já não é a mesma, dai ter reduzido o número de trabalhadores reintegrados. O político apelou às autoridades competentes a viabilizarem o processo administrativo para que a empresa comece logo a funcionar, tendo em conta o grau de execução das obras. António Kituxi entende que uma vez que arranque esta obra, vai resolver o problema de muitas famílias, algumas das quais vivem em condições sub-humanas.

Visita guiada

Durante uma hora e meia, a delegação fez uma visita guiada, durante a qual percorreu as várias dependências que compõem o projecto, e recebeu explicações do PCA da empresa, Cardoso Pereira. Com um investimento de 50 milhões de dólares, a obra começou a ser erguida em finais de 2017 e a sua entrada em funcionamento está condicionada por questões burocráticas do ministério de tutela ( concessão de licença).

Com a capacidade para a captura de pescado na ordem de 45 toneladas/ ano, Cardoso Pereira informou que 80 por cento da mão de obra será nacional. OPAÍS apurou que o recrutamento do pessoal começará brevemente, estando nesta altura a fazer- se os últimos acertos administrativos.

error: Content is protected !!