PR garante construção de um novo hospital provincial do Cuanza-Sul

O actual hospital, 17 de Setembro, já não oferece condições para responder às exigências, situação que tocou a sensibilidade do Presidente da República, João Lourenço, que garantiu, para os próximos tempos, a construção de uma nova unidade sanitária de referência que atendas as preocupações locais

Domingos Bento, enviado ao Sumbe
fotos de Daniel Miguel

O Presidente da República, João Lourenço, garantiu aos munícipes do Sumbe a construção de um novo hospital provincial para o Cuanza-Sul por compreender que o actual, denominado 17 de Setembro, já não oferece as condições para atender as preocupações locais. João Lourenço, que respondia a uma vaga de perguntas dos munícipes locais no Conselho de Auscultação das Comunidades, reconheceu que, actualmente, o Sumbe cresceu bastante e as preocupações de saúde dos cidadãos locais já exigem uma melhor atenção e atendimento com maior dignidade.

Assim, para efeito, o Presidente da República deu a conhecer que o seu Executivo vai trabalhar de modo a mobilizar recursos para que, num futuro breve, a província venha a beneficiar de uma nova unidade, que será construída numa zona de fácil localização e segura para permitir a melhor mobilidade dos cidadãos. “Não basta apenas construir. É preciso que o novo hospital esteja numa área segura, para evitar o que tem acontecido com algumas infra-estruturas na cidade do Sumbe, que quando chove ficam inundadas.

É uma preocupação e vamos trabalhar de modo a da resposta a essa preocupação”, frisou. Relativamente às obras de requalificação da cidade do Sumbe, uma das preocupações apresentadas pelos munícipes locais, por via do representante do Conselho local da Juventude, João Lourenço reconheceu que as obras decorrem a um ritmo lento, o que vem causando sérios constrangimentos na mobilidade. Assim sendo, Joao Lourenço apontou a necessidade de aceleração das obras, sobretudo a Circular do Sumbe, para garantir uma maior mobilidade, a julgar pela especificidade da área, que é um autêntico corredor por onde circulam grandes camiões para províncias vizinhas e outros países.

Produção de energia é razoável, distribuição é o desafio

A falta de energia eléctrica consta nas grandes preocupações dos cidadãos do Sumbe e já foi apontada pelos munícipes e pelas autoridades locais como sendo o principal entrave ao desenvolvimento da província. Neste sentido, João Loureço deu a conhecer que, nos últimos anos, o Executivo tem vindo a fazer grandes investimentos nas centrais de produção de energia, sobretudo nas centrais hidroelétricas, o que forçou mesmo o país a ir à busca de financiamentos externos para a construção de grandes centrais hidroelétricas, como as de Lauca e Capanda.

Lourenço disse ainda que o Estado está a investir noutras fontes de energia, nomeadamente nas centrais térmicas, sobretudo nas regiões distantes. No entanto, apesar destes esforços, o Presidente da República reconheceu que a carência ainda é bastante, e apontou o déficit de transportação como estando na base de muitas zonas estarem privadas de energia eléctrica. Assim, para os próximos tempos, João Lourenço disse que o desafio agora será o investimento na transportação de energia para permitir que este bem cubra o país todo.

“O país já tem uma produção de energia razoável, agora é preciso investir para que ela chegue a todas as partes. Só Lauca já esta a alimentar algumas províncias, e é preciso investir na sua transportação para outras regiões, sobretudo a nível do Leste”, frisou, tendo acrescentado que “o esforço é contínuo e o Cuanza- Sul não está esquecido, e vamos continuar a trabalhar para até que naquelas zonas onde Domingos Bento, enviado ao Sumbe fotos de Daniel Miguel não tenham estejam a beneficiar deste bem precioso”.

PIIM é um programa proibido de falhar Por outro lado, o Presidente da República reconheceu que todas as preocupações apresentadas pelo grupo de cidadãos representados em associações e sindicato são, de uma maneira geral, transversais e grande parte delas terão solução com a implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM). Segundo João Lourenço, a implementação e a execução do PIIM prevê a construção de várias unidades ligadas a educação, saúde e infra-estruturas rodoviárias em todo o país, no geral, e no Cuanza-Sul em particular. “Para o PIIM já há recursos disponíveis e só falta começar a trabalhar. O PIIM é um programa que está proibido de falhar, por conter programas que são necessários para a melhoria da situação de vida das populações”, assegurou.

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