China divulga artigo sobre grave discriminação de género nos EUA

a sociedade Chinesa de Estudos dos Direitos Humanos publicou na Terça-feira um artigo intitulado “A questão duradoura da discriminação de género nos Estados Unidos dificulta seriamente a realização dos direitos humanos das mulheres no país”.

Os Estados Unidos ainda não ratificaram a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, que é uma das principais convenções de direitos humanos das Nações Unidas, nem resolveram o seu próprio problema cada vez mais sério de discriminação de género, apontou o artigo, acrescentando que isso dificultou significativamente a realização dos direitos humanos das mulheres nos Estados Unidos.

“A discriminação de género é um grave problema na sociedade norte-americana”, disse o artigo, acrescentando que as mulheres dos Estados Unidos sofrem discriminação sistemática, extensiva, sistémica e de longo prazo, tanto pública quanto secretamente, envolvendo principalmente desigualdade económica de género, graves crimes violentos contra mulheres e a falta de protecção dos direitos de acasso à saúde entre as minorias raciais.

“Os Estados Unidos são o país mais economicamente desenvolvido do mundo, mas falharam em proteger, efectivamente, os direitos económicos das mulheres dentro do país”, afirmou o artigo.

“Por exemplo, as mulheres norte-americanas enfrentam sérias discriminações no emprego, remuneração e desenvolvimento de carreira”. Em relação aos crimes violentos contra as mulheres, o artigo disse que uma em cada três mulheres nos Estados Unidos já foi ferida pela violência doméstica.

As mulheres nas prisões sofrem violências graves. As militares são, frequentemente, vítimas de assédio e agressão sexual durante o período de serviço militar. Mais de 32% das mulheres nas forças armadas dos Estados Unidos afirmaram que já foram agredidas sexualmente e 80% disseram que foram assediadas sexualmente, diz o artigo, citando pesquisas. Sobre a falta de protecção dos direitos de saúde entre mulheres de minorias raciais, o artigo sublinha que as taxas de mortalidade de mulheres de minorias raciais durante o parto ou logo após o parto são mais altas do que as de mulheres brancas nos Estados Unidos.

O artigo também revela que as mulheres dos Estados Unidos enfrentam sérios problemas de assédio sexual e agressão sexual no campus e no local de trabalho. “O grave problema de discriminação de género nos Estados Unidos dificulta severamente a realização dos direitos humanos das mulheres, exacerba a desigualdade social no país e dificulta o desenvolvimento da causa internacional dos direitos humanos”, avalia o artigo. O grave problema de discriminação de género nos Estados Unidos decorre de razões profundas e multifacetadas.

Isso inclui a tradição histórica de discriminação de género, a cultura patriarcal e, particularmente, os defeitos do sistema social dos Estados Unidos, que constituem obstáculos fundamentais à eliminação da discriminação nos EUA, analisa o artigo. O texto também destacou que, há anos, os Estados Unidos praticam “padrões duplos” em questões de direitos humanos, usando os direitos humanos apenas como uma ferramenta para manter a hegemonia mundial, criticar e interferir nos assuntos internos de outros países, enquanto negligenciam os seus próprios problemas sérios de direitos humanos.

O que os Estados Unidos fizeram contraria os valores e objectivos dos direitos humanos, afirmou o artigo, acrescentando que os Estados Unidos se tornaram cada vez mais um “perturbador” e um “causador de problemas” no campo de direitos humanos e comprometeram seriamente o desenvolvimento saudável da causa internacional dos direitos humanos.

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