Em Malanje, empresas privadas de segurança que violam normas de funcionamento têm os dias contados

a polícia nacional (PN) em Malanje reuniu-se nesta Segunda-feira com representantes da banca, estabelecimentos comerciais e postos de abastecimento de combustível, para orientar procedimentos de asseguramento com o sentido de prevenir actos criminosos

O comandante provincial da PN em Malanje, comissário António José Bernardo, afirmou que os gestores de muitas empresas privadas de segurança deveriam perceber os regulamentos que regem o funcionamento delas, para evitar as consequências de acções criminosas.

No entanto, para corrigir as constantes irregularidades que se verificam no quotidiano, o comissário “Tony Bernardo” anunciou que a PN, nos próximos dias, vai proceder, localmente, ao encerramento das empresas de segurança apontadas como violadoras das normas de funcionalidade descritas no regulamento.

Fundamentou que muitas empresas submetem os seus trabalhadores a precárias condições laborais e investem pouco, em meios técnicos e tecnológicos, razão que faz com que muitas delas apresentem incapacidade de reacção a intentonas criminosas. Advertiu que, doravante, quem se licenciou para o exercício da actividade de agregação aos esforços de segurança pública deve fazê-la bem, sob pena de encerramento.

Porém, observou que o regulamento de funcionamento das empresas privadas de segurança já existe há quatro anos e a lei refere que os diferentes operadores devem conformar a sua actividade um ano após a sua promulgação. “Eis chegada a hora de a PN pôr termo às empresas infractoras”, notificou.

Fragilidade da segurança

O “chefe grande” da PN em Malanje mencionou que o número de crimes registados pela corporação policial, por furtos ou roubos, tem sempre como escopo: a ausência de mecanismos de segurança nos estabelecimentos, pelo facto de os diferentes operadores económicos entenderem que, quanto mais pouparem os recursos para a segurança, mais superavit, “se calhar”, terão os resultados financeiros.

Por isso, aconselhou os gestores das empresas a aperfeiçoarem a segurança para reduzir as condições de os meliantes invadirem as propriedades alheias. Por outro lado, criticou algumas instituições bancárias cujas instalações são inapropriadas para a actividade que desenvolvem, sem quaisquer medidas de segurança, apesar de existirem homens armados ao seu redor.

Porém, exemplificou que no passado colonial as estruturas comerciais eram construídas de acordo com o perfil do objecto social vocacionado, e com todos os dispositivos de segurança garantidos. E observou, no que toca à nossa segurança: “Tem de haver aqui, se calhar, legislação que defina que tipo de infra-estruturas têm de ter os bancos, para que se minimize o problema da fragilidade da segurança”, sugeriu o comandante da Polícia em Malanje.

Vídeo-vigilância

Em virtude da volubilidade que se verifica, o mais alto responsável da corporação policial local instigou os operadores económicos a investirem em sistemas electrónicos de vídeo-vigilância, sofisticados, para melhor desenvolverem a guarnição das instalações comerciais, porquanto as actuais características arquitectónicas, conformadas em vidraça, expõem os funcionários e utentes, a determinados riscos.

Também aventou que devido à forte presunção de os funcionários bancários estarem a participar, activamente, na criação das condições para atacar os clientes, a PN em Malanje passará a investigar, com as direcções dos próprios bancos, quem é que está a trabalhar paralelamente com grupos de malfeitores.

Outros sim, invocou a necessidade de, no acto de admissão, as autoridades das instituições bancárias procederem à selecção criteriosa e rigorosa dos seus colaboradores, consubstanciada na idoneidade, na moral, na ética e, até da boa família, no intuito de evitar que acções danosas coloquem em causa a credibilidade da banca. “Nem todos nós devemos ser bancários. Para o banco devem ir pessoas, não só capacitadas, mas sobretudo idóneas.

Os bancos devem solicitar os serviços de investigação para que se saiba quem é quem (…)”, referiu.

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