Carta do leitor: Falta de higiene nas esquadras

Ilustre director do jornal O PAÍS, saudações e espero que esteja de saúde nesta Quinta- feira “novembrina”. Em Luanda, as esquadras policiais, as reabilitadas ou não pelos chineses, não têm casas de banho em condições. Não sei nas outras províncias do país, mas em Luanda é demais.

Desafio altos chefes, aqueles que tomam decisões, a fazerem visitas surpresa às esquadras. É demais. A falta de higiene põe em causa o trabalho dos agentes, dos instrutores e dos procuradores.

O cheiro faz mal a qualquer um que se dirige a uma esquadra e leva uma eternidade para ser atendido. Não vou avançar o nome dessa ou daquela esquadra, mas os agentes e altos chefes sabem que não há condições de higiene. O trabalho feito pelos chineses nas esquadras remodeladas é para inglês ver e boi dormir.

Os mosaicos no chão e nas paredes caem e deixam muita gente admirada, o que denota um mau trabalho. Os detidos sofrem. De manhã cedo ou mesmo de noite, são retirados das celas para limparem as casas de banho.

Uma violação autêntica. O chefe ou comandante que disser o contrário estará a mentir de forma abusiva. O cheiro é tão desagradável que muitos só aceitam limpar para não sofrerem torturas físicas acima do normal. Peço aos órgãos que tomam decisões na Polícia Nacional a terem mais respeito pela vida humana. Tudo acontece, creio, porque os chefes não ficam detidos nem vão à cadeia.

Até porque os seus familiares ficam horas. Mas não é preciso chegar aí para se perceber que as pessoas devem trabalhar e estar num local limpo e seguro. É demais, juro mesmo! Vitória Cela Luanda

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