É vergonhoso, mas pode-se vencer

A Universidade Católica angolana estima que a taxa de pobreza em Angola ronda os 42%, enquanto a da pobreza extrema se situa nos 20%. Este é o país real, digamos que é a batata quente que o Presidente João Lourenço tem em mãos. E a Constituição diz que é ele mesmo. E ele tem noção disso. João Lourenço está a lutar para que estes números se alterem, no sentido positivo, mas não pode lutar sozinho, precisa da ajuda de todos e precisa de aceitar a ajuda de todos.

O pior que pode acontecer perante tanta pobreza é o país fragmentar- se. E ajudar não significa necessariamente um alinhamento político ou partidário, nem de qualquer outro tipo, significa apenas a noção de se fazer por Angola, que, isto sim, será feito na medida das possibilidades e ideias de cada um, mas com um único objectivo: deixar cair estes números vergonhosos.

O pacto nacional de que tanto se fala deve observar também uma espécie de fasquiado orgulho nacional, há realidades que os angolanos não podem aceitar mais, e uma delas é esta da pobreza extrema envolvendo tanta gente. É possível, perfeitamente. Basta que todos entendam que todos podem fazer alguma coisa, que desde o Presidente aos empresários o mais importante seja Angola. Já vivemos demasiado tempo de guerras e desinteligências para ainda não termos aprendido a lição.

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