João Lourenço desdramatiza ‘atenção especial’ a Luanda

João loureço reconhece que, de modo específico, cada província tem os seus problemas e que há trabalhos e projectos em curso, assim como o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), que estão a ser levados muito a sério de forma a dar respostas às necessidades locais, pelo que é necessária a calma e o empenho das populações

O Presidente da Republica, João Lourenço, desdramatizou a acusação de algumas vozes da sociedade civil que afirmam que o seu Executivo canaliza todos os apoios e atenção a Luanda em detrimento de outras províncias do país. Durante a reunião do Conselho de Auscultação das Comunidades, que decorreu no Sumbe, Cuanza-Sul, João Lourenço foi confrontado com uma série de acusações segundo as quais, o governo tem preferido implementar as políticas públicas, viradas para os mais diversos domínios, apenas em Luanda, deixando o resto do país numa verdadeira letargia.

Os acusadores apontaram, como exemplo, o facto de Luanda ser a província que recebe mais infraestruturas rodoviárias, hospitalares, sanitárias e outras que jogam papel importante na melhoria das condições de habitabilidade dos cidadãos e na boa aparência urbana das cidades, facto que não ocorre noutras parcelas do território nacional.

Com referência a essa preferência a Luanda pelo Executivo, os membros da sociedade civil, presentes na reunião do Conselho de Auscultação das Comunidades, mostram indignação ao facto de o Cuanza-Sul, que dispõe de uma diversidade de recursos naturais, encontrar-se num estado de verdadeiro abandono.

Os queixosos disseram que as políticas públicas com vista a melhoria da imagem da capital da  província, “asfixiada” pelas demoradas obras de requalificação, são ineficazes, o que provoca sérios constrangimentos e dificuldades à vida dos munícipes locais. “Por exemplo, as estradas do Futungo sofrem reparações duas a três vezes ao ano, quando nós não temos um asfalto em condições na cidade.

O Executivo não pode continuar a pensar que Angola é só Luanda. Nós, os das províncias, devíamos merecer mais atenção”, desabafou ao Presidente um dos participantes da reunião do Conselho de Auscultação das Comunidades Em resposta, João Lourenço disse que não é verdade que o seu Executivo pensa que Angola é só Luanda.

Conforme explicou, as politicas públicas com vista a melhoria das condições de vida das populações são pensadas e gizadas para o país todo, independentemente de serem províncias do leste, sul ou norte. Segundo o Presidente, o seu Executivo está consciente que, de modo específico, cada província tem os seus problemas e que há trabalhos e projectos em curso, assim como o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), que estão a ser levados muito a sério de forma a dar respostas às necessidades locais, pelo que é necessária a calma e o empenho das populações.

Relativamente à suposta atenção a Luanda, João Lourenço disse que, em função da sua especificada, sobretudo no que o número de habitante diz respeito, a capital do país tem uma atenção especial por exigir muito mais do Executivo, mas nunca é em detrimento de outras províncias que têm todas, à sua medida, uma atenção e benefícios.

O país todo, frisou, à semelhança de Luanda, está nas prioridades do Executivo que tudo está a fazer para que haja uma diminuição dos problemas que afectam as populações ao nível das comunidades locais.

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