MINSA nega casos de pólio causados por vacina

O Ministério da Saúde (MINSA) desmentiu, nesta Quarta-feira, o surgimento de novos casos de pólio no país, alegadamente provocados pela vacina administrada às crianças menores de cinco anos

Em reacção à informações divulgadas nas redes sociais, segundo as quais a vacina oral contra a pólio está a gerar mais doentes com a doença, o MINSA declara não corresponder à verdade. “Depois do registo de novos casos de poliomielite, em Maio deste ano, foram realizadas campanhas de vacinação de bloqueio nos municípios e nas municipalidades vizinhas, para evitar a propagação da doença”, lê-se no comunicado.

Adianta que até ao momento foram registados 49 casos e vacinadas 4.5 milhões de crianças menores de cinco anos e em nenhuma das áreas vacinadas se registaram novos casos de pólio. Acrescenta que isso demonstra que a vacina aplicada preveniu a propagação da doença.

O MINSA apela a população a continuar a aderir às campanhas de vacinação contra a poliomielite, sublinhando que esta é a única forma de proteger as crianças contra a doença. Dados provisórios indicam que durante a última campanha realizada de 15 a 17 deste mês, nas províncias de Luanda, Bengo, Benguela, Huambo e Cuanza- Norte, foram imunizadas mais de dois milhões de petizes menores de cinco anos.

A campanha surge na sequência do registo de 18 novos casos de pólio, há quatro meses, com maior incidência nas províncias do Leste (Lunda-Norte, Lunda- Sul e Moxico). Luanda notificou um caso no município do Kilamba Kiaxi, bairro dos “Rastas”.

A poliomielite é uma doença contagiosa causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e pode provocar paralisia das pernas e dos braços. A doença é transmitida quando o vírus da pólio (encontra- se nas fezes de uma pessoa doente) entra pela boca de uma criança, por meio da água, alimentos ou mãos sujas.

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