UPRA incentiva estudantes a valorizar quitutes da terra com feira gastronómica

A professora de Nutrição que coordenava a actividade, Maria Futi, sublinhou o facto de que em Angola é possível fazer-se alimentação saudável, sem, muitas vezes, recorrer-se à compra de produtos importados

A Universidade Privada de Angola (UPRA) incentivou os alunos da sua Faculdade de Ciências da Saúde a conhecerem os potenciais gastronómicos do país com a relização de uma feira, na última Terça- feira, 26, no recinto académico homónimo. Os protagonistas do evento organizam- se em 18 grupos, correspondentes às 18 províncias do país. Desta maneira, exibiram os quitutes predominantes em cada uma das cidades, além das bebidas e frutas.

A actividade esteve sob coordenação da professora de Nutrição Maria Futi, que conta que a mesma serviu para atrair a atenção e a consciência dos alunos de que em Angola é possível fazer-se a diversificação dos alimentos, bem como é possível fazer-se alimentação saudável sem, muitas vezes recorrer- se, à compra de produtos importados.

Acrescenta ainda que a feira é uma fase para que se aprenda que os alimentos devem ser diversificados para o equilíbrio da nossa saúde. “Numa alimentação saudável temos de ter os Hidratos de Carbano, tanto que é o nosso alimento base, que fornece energia e que nós encontramos na mandioca, no massango, na massambala, na fuba de milho e de bombó e nas batatas que esse país tem”, explica. Continua, dizendo que estes alimentos são de base, e devem ser consumidos em maior de quantidade para o fornecimento da energia necessária ao organismo.

Vitaminas sais minerais

“E depois vem a parte das vitaminas e sais minerais que o organismo não produz e nós temos de ir buscar nos alimentos. Então são extremamente essenciais e a falta desses alimentos provocam os problemas nutricionais principalmente de deficiência”, ressaltou. Por seu turno, a nutricionista fez saber que é extremamente importante que os alunos conheçam os quitutes da nossa terra, sobretudo, para aconselharem as mulheres grávidas em relação aos benefícios que estes alimentos têm para si.

Outrossim, quanto à coloração, disse ser importante que os alimentos tenham cor, neste contexto, variedade. No caso das frutas, o ideal é que se comam quatro a seis, não inteiras, mas em porções. E as frutas do nosso país, algumas delas presentes na feira, ricas em proteínas, podem ser consumidas em sumos ou em estado sólido.

Especialista desaconselha crianças a comer somente funje Maria Futi relata que tornou-se cultura em Angola, dar funje com molho ou uma verdura às crianças. Para ela, isto no fundo não as nutre, só as alimenta. Porém, o que vai de facto nutrilas é a diversificação da alimentação.

“Quer dizer que quando estivermos a dar à crianças funje, se pusermos as folhas de kizaca, podemos pôr um pouco mais de gimboa ou talvez a mengueleca, dois tipos de folhas, mas também deve entrar o tomate, a cenoura, sem nunca nos esquecermos da cebola e do alho que ajudam-nos nos problemas do coração”, aconselhou.

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