Abel Abraão, a voz da guerra do Cuíto vai hoje a enterrar

O funeral do jornalista Abel Abraão, que faleceu subitamente na Terça-feira,, acontece hoje, no Cemitério Municipal do Cuito, província do Bié

De acordo com o programa das exéquias, o velório vai acontecer também na Sexta-feira em sua casa, na rua Raimundo Serrão, Bairro Castanheiras (Cuito), onde, na sequência, haverá a assinatura do livro de condolências por parte de distintas personalidades. Antes do enterro, vai realizar-se também uma missa de corpo presente e de seguida será feita a leitura das mensagens da sociedade civil, Governo da Província do Bié, Forças Armadas Angolanas (FAA), colegas, entre outras entidades.

Em declarações à Angop, um dos irmãos de Abel, Joaquim Sucesso, fez saber que o cadáver de Abel Abraão foi submetido, Quinta-feira, a um exame de autópsia, para apurar a verdadeira causa da morte do jornalista da Rádio Nacional de Angola (RNA). De acordo com a fonte, o exame foi feito por uma equipa de médicos legistas afectos ao Serviço de Investigação Criminal (SIC). O jornalista reformado Abel Abraão, da RNA, teve morte súbita, após ter caído junto à porta da sua residência quando regressava de uma padaria.

De imediato, foi levado para um hospital, mas já sem vida. O jornalista iniciou a sua carreira em 1980, tendo-se notabilizado como repórter de guerra com a cobertura, no Cuito, dos momentos mais difíceis do conflito armado pós-eleitoral de 1992. A 9 de Novembro deste ano, no Cuito, Abel Abraão foi homenageado pelo Governo com a atribuição do seu nome à Mediateca da Província do Bié, “Mediateca Abel Abraão”, inaugurada no âmbito das festividades do 44º aniversário da Independência Nacional (a 11 de Novembro). Pela sua morte, o Presidente da República, João Lourenço, endereçou na Terça-feira uma mensagem de condolências à família enlutada, tendo considerado prematuro o desaparecimento físico do profissional que se notabilizou no período do conflito pós-eleitoral de 1992.

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