Biocom poupa USD 100 milhões de importação de açúcar em Angola

No fim da época produtiva o director adjunto, Luis Bagorro, garantiu aumentar a produção na ordem de 120 toneladas por ano

A produção de açúcar cristal branco na ordem de 110 mil toneladas, durante a presente época produtiva na Companhia de Bioenergia de Angola (BIOCOM), facilitou ao país a poupança de perto de USD 100 milhões que seriam empregues na importação do produto este ano. Os dados foram revelados pelo director adjunto, Luis Bagorro, na cerimónia de fecho da época produtiva, tendo adiantado que este resultado produtivo representa 35 por cento do consumo nacional.

Entretanto, a produção estimada até 2022 é de atingir uma cifra de 250 mil toneladas de açúcar. Em relação à importação de açúc ar, disse o responsável que o país não consegue disponibilizar a quantia adequada correspondente a 25 mil toneladas como se fazia anteriormente. Neste momento, o objectivo da Biocom é de atender à produção nacional, no cultivo de 26 mil hectares hectares de cana-de-açúcar, o equivalente a 26 mil campos de futebol. Sérgio Bogorro disse que a Biocom orgulha-se de participar nesta mudança na produção interna, tendo indicadores que possibilitam aferir que mais de 300 mil toneladas serão produzidas. Segundo o responsável, existem indicadores que até 2022 a produção atinja cerca de 250 mil toneladas de açúcar em todo o país.

Aquele responsável afirmou que os índices de produtividade poderão aumentar com o alargamento da base de produção de cana-deaçúcar na ordem de 80 mil hectares. Na época anterior, os números da produtividade rondavam as 100 toneladas por ano, quando este ano somou mais 110 toneladas por ano. Segundo o director adjunto, Luis Bagorro, a Biocom orgulha-se por estes dados na perspectiva do programa do governo dentro do PRODESI da diversificação da economia angolana Embora tenha reconhecido a situação da crise financeira internacional, aquele dirigente apontouas dificuldades na produção, mas que entende ser uma oportunidade de negócios.

Segundo disse, uma delas passa pela aposta no factor tecnológico e de mecanização com vista a aumentar a produtividade, sendo esta a matéria principal de sustentabilidade da indústria. Em relação à produção de etanol, a indústria produziu perto de 19 mil metros cúbicos, o equivalente a 19 milhões de litros que abastecem as empresas nacionais de bebidas, unidades hospitalares, enquanto em termos de energia ronda os 46 mil mega watts.

Quanto à estratégia de sustentabilidade hídrica também faz parte das prioridades numa altura em que se optou pelo sistema de irrigação de sequeiro e regadio. “O nosso maior objectivo é aumentar a produção de cana-deaçúcar para fazer face aos desafios macro-económicos, disse Bagorro.

Apesar da crise cambial, aquele responsável disse que os preços do produto da BIOCOM continuam inalterados basta ver que 50 quilogramas de açúcar continuam ao preço de 12 mil Kwanzas ao contrário do mercado informal em que se vende de 16 mil Kwanzas. Sublinhou que a BIOCOM pretende contribuir para o desenvolvimento de Angola por via da produção de alimento e de energia, através da biomassa em termos de energia renováveis.

A Biocom é a primeira empresa no país a produzir energia, açúcar e etanol por via da biomassa. Teve o início da sua produção em 2015, embora tivesse sido inaugurada em 2014, e está instalada no município de Cacuso a poucos quilómetros da cidade capital da província de Malanje.

error: Content is protected !!